Alagoas

Cansados de esperar pela direção da CASAL, trabalhadores irão marchar rumo ao Palácio do Governo

22/07/2026
Cansados de esperar pela direção da CASAL, trabalhadores irão marchar rumo ao Palácio do Governo
Cansados de esperar pela direção da CASAL, trabalhadores irão marchar rumo ao Palácio do Governo

Cansados de esperar por avanços nas negociações com a diretoria, os trabalhadores da CASAL decidiram elevar o tom da mobilização. Na próxima quarta-feira, 29 de julho, a categoria realiza uma caminhada de protesto até o Palácio do Governo, acionista majoritário da Companhia.

O ato deve reunir trabalhadores de unidades da CASAL de todo o interior, que se juntarão aos que atuam na capital. A concentração está marcada para às 08h da manhã no prédio sede da empresa, no Centro de Maceió, de onde o grupo seguirá em caminhada até a sede do governo estadual.

A decisão de levar o protesto até o Palácio ocorre após um mês de paralisações pontuais, realizadas sempre às quartas-feiras, sem que houvesse abertura efetiva de negociação por parte da direção da Companhia. O objetivo agora é denunciar diretamente ao governador a situação vivida dentro da empresa e cobrar uma intervenção do Executivo estadual para destravar o impasse.

Entre as denúncias que serão feitas ao governo, está o processo de sucateamento da CASAL. Os trabalhadores, que sentem na pele a situação, irão mostrar o processo de desmonte gradual da estrutura da Companhia, que enfraquece a empresa pública e cria o ambiente para justificar sua privatização total.

A privatização da água, já vivida em Alagoas com a entrega de parte do sistema de distribuição para a iniciativa privada, tem causado sérios prejuízos para a população, com o aumento de tarifas e a queda da qualidade dos serviços, prejudicando os mais pobres.

Os trabalhadores também irão expor uma contradição na condução da estatal por parte da atual diretoria da empresa, que trata a CASAL com dois pesos e duas medidas: enquanto a alta cúpula já garantiu a atualização dos próprios salários, o quadro operacional, responsável por manter o serviço funcionando diariamente, continua sem uma contraproposta considerada digna.

O Sindicato e os trabalhadores esperam sensibilizar o Governo do Estado no sentido de intermediar a situação, buscando estancar o processo de sucateamento da empresa, a entrega da água, bem considerado indispensável à vida humana, que não pode ser tratado como mercadoria, como também buscar a valorização dos trabalhadores com uma proposta de Acordo Coletivo digno para todos.