Alagoas

Hospital Metropolitano realiza cirurgia de alta complexidade em paciente com suspeita de câncer de tireoide

Equipe multidisciplinar executa tireoidectomia total em caso considerado delicado pela presença de nódulo suspeito e glândula aumentada

Neide Brandão / Ascom Hospital Metropolitano de AL 27/03/2026
Hospital Metropolitano realiza cirurgia de alta complexidade em paciente com suspeita de câncer de tireoide
Equipe do Hospital Metropolitano realiza cirurgia de tireoide em paciente com suspeita de câncer em Maceió. - Foto: Brunno Afonso

O Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), localizado em Maceió, realizou recentemente mais um procedimento de alta complexidade na área de cabeça e pescoço. Desta vez, a equipe médica conduziu uma tireoidectomia total — cirurgia para retirada completa da glândula tireoide — em uma paciente com suspeita de câncer.

De acordo com a cirurgiã de cabeça e pescoço, Ana Carolina Pastl, o caso exigiu atenção redobrada desde o início. “Além da suspeita de malignidade, a paciente apresentava uma tireoide aumentada, o que torna o procedimento ainda mais delicado”, explica a especialista.

Antes da cirurgia, é fundamental realizar uma avaliação criteriosa do quadro clínico. Exames laboratoriais, cardiológicos e de imagem auxiliam na análise da função da tireoide e na identificação das características dos nódulos, orientando a conduta médica adequada.

No centro cirúrgico, o trabalho integrado da equipe é essencial. O anestesista desempenha papel importante no manejo da via aérea e na segurança da paciente durante todo o procedimento, o que permite à equipe cirúrgica atuar com precisão e segurança.

Após a retirada da glândula, os cuidados continuam no pós-operatório. A paciente permanece internada por um a dois dias para observação e recebe alta com orientações específicas para a recuperação. O retorno ambulatorial é agendado entre uma e duas semanas após a cirurgia.

Um dos pontos mais relevantes do acompanhamento é o resultado do exame anatomopatológico, que confirma se a lesão é benigna ou maligna. Essa avaliação costuma ser concluída entre 30 e 60 dias após o procedimento.

Com a retirada da tireoide, o organismo deixa de produzir hormônios essenciais, sendo necessária a reposição por meio de medicação. “O paciente passa a fazer uso contínuo de levotiroxina, com acompanhamento regular para ajuste da dose”, ressalta Ana Carolina Pastl.

Além disso, cuidados com a cicatriz e o acompanhamento com cirurgião de cabeça e pescoço ou endocrinologista fazem parte da recuperação, assegurando mais qualidade de vida ao paciente.