Alagoas
José Barbosa, Roberval Cavalcante, Júlio César e Luisa Júlia: a escalação dos nomes por trás da derrocada do CSE
O rebaixamento do CSE em 2026 não foi apenas um tropeço esportivo. Foi o desfecho de uma sequência de decisões administrativas, interferências políticas e falta de planejamento que culminaram na maior frustração recente do torcedor tricolor.
Em 2027, o CSE não disputará o Campeonato Alagoano. A ausência de calendário escancara a crise.
E a torcida já aponta responsáveis: a diretoria presidida por José Barbosa e Roberval Cavalcante, sob a gestão política de Julio Cezar e Luisa Júlia — tia do chamado “ex-imperador” — que, segundo críticas crescentes nos bastidores, teria mantido influência direta nos rumos do clube.
O colapso não começou no último jogo
A queda foi construída ao longo da temporada. Troca de técnico, planejamento inconsistente, elenco montado às pressas e falta de continuidade técnica marcaram a campanha que terminou no fundo da tabela.
Dentro de campo, o time demonstrava desorganização. Fora dele, a falta de clareza administrativa alimentava desconfiança. Conselheiros e torcedores reclamam de decisões centralizadas e pouca transparência.
Títulos que mascararam a fragilidade
O CSE chegou a conquistar duas Copas Alagoas nos últimos anos, feitos que deram fôlego momentâneo à gestão. Mas os títulos não resolveram problemas estruturais. Pelo contrário: criaram uma falsa sensação de estabilidade enquanto a base administrativa seguia frágil.
Sem um projeto esportivo sólido, o clube passou a depender de soluções emergenciais. O resultado foi um elenco irregular e um desempenho abaixo do esperado na competição principal.
Ano sem calendário: impacto financeiro e institucional
A consequência mais dura é 2027 sem Campeonato Alagoano. Para um clube do interior, isso representa queda de receitas, afastamento de patrocinadores e dificuldade para manter atletas e comissão técnica.
Sem jogos oficiais, o CSE perde visibilidade, competitividade e força política dentro do cenário estadual. A reconstrução será lenta e exigirá mais do que discursos.
Diretoria sob pressão
A presidência de José Barbosa e diretoria de futebol de Roberval Cavalcante agora enfrenta forte pressão interna. A torcida cobra explicações, prestação de contas e mudanças estruturais.
A influência política na condução do clube também se tornou tema central nas críticas. A gestão associada a Luisa Júlia é vista por parte da torcida como fator de instabilidade, especialmente diante de decisões que teriam priorizado interesses externos ao projeto esportivo.
A dor da torcida
Nas arquibancadas, o sentimento é de frustração profunda. O CSE é identidade, tradição, memória afetiva de gerações. O rebaixamento não é apenas estatística — é simbólico.
A pergunta que ecoa é direta: quem assume a responsabilidade?
O CSE já superou crises no passado. Mas, desta vez, a reconstrução exigirá ruptura com práticas que, segundo torcedores, levaram o clube ao fundo do poço.
O ano de 2027 pode ser o início de um novo projeto ou o prolongamento de uma crise anunciada. A escolha está nas mãos dos mesmos nomes que hoje são cobrados pela queda.
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