Alagoas
Congresso dos Municípios debate novo ciclo da agricultura familiar e impacto econômico
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Seagri) marcou presença no Congresso dos Municípios Alagoanos, realizado durante a 13ª edição da Feira dos Municípios, em Maceió. No sábado (24), o Eixo Agricultura promoveu um amplo debate sobre o impacto da agricultura familiar na economia dos municípios, a integração de políticas públicas e o uso da inovação e da tecnologia como ferramentas para gerar resultados concretos no campo.
Durante as discussões, foi ressaltado que a agricultura familiar ocupa posição estratégica no cenário nacional. De acordo com os dados apresentados, o segmento ocupa cerca de 25% das terras agrícolas do Brasil, mas é responsável por 70% dos alimentos consumidos no país, além de gerar renda para aproximadamente 40% da população economicamente ativa. A agricultura familiar também é a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes e responde por 77% dos empregos no setor agropecuário, evidenciando sua relevância para o desenvolvimento local.
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No recorte estadual, os dados apresentados reforçam o peso da agricultura familiar em Alagoas. O setor representa 84% dos estabelecimentos rurais do estado, envolvendo mais de 82 mil famílias, que ocupam menos de 35% da área agrícola. Mesmo com áreas reduzidas, a produção familiar se mantém como base da economia rural, com 78,62% dos agricultores familiares sendo proprietários de suas terras, evidenciando um cenário de muita gente produzindo em pouca terra, o que exige políticas públicas voltadas para produtividade, organização, acesso a mercado e geração de renda.
A palestra “O Novo Ciclo da Agricultura Familiar: Inovação, Cooperação, Gestão e Resultados”, ministrada pelo secretário executivo de Agricultura Familiar da Seagri, Ronaldo Targino, destacou que esse modelo produtivo deixou de ser visto apenas como política social ou ação emergencial e passou a ser reconhecido como eixo estruturante da segurança alimentar, da economia municipal e da fixação das famílias no campo.
“A agricultura familiar é um tema importante para o Brasil e para Alagoas não é diferente. Há uma diversidade de produção que garante, não só o alimento na mesa do alagoano, mas também garante o comércio, geração de renda dentro dos municípios. Nosso papel tem sido de muito diálogo e parceria com os municípios para continuar efetivando ações e políticas públicas de inovação e crescimento para o setor”, destacou o secretário executivo de Agricultura Familiar.
Vetores do desenvolvimento
Outro ponto central do Eixo Agricultura foi a Mesa de Diálogo sobre Agricultura e Pecuária como Vetores do Desenvolvimento Regional, com a participação do secretário executivo de Políticas Agropecuárias da Seagri, Edson Maruta, do vice-presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Jorge Dantas, e o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Arapiraca, Hibernon Cavalcante, que tratou sobre integração de políticas públicas como fator decisivo para transformar programas em resultados efetivos.
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O debate reforçou que qualidade de vida e tecnologia devem ser prioridades para o agricultor familiar, com foco em inovação acessível e adaptada à realidade local. Foram citados exemplos como irrigação de baixo custo, mecanização leve, cultivo protegido, agroecologia adaptada ao semiárido e fortalecimento das compras públicas e das feiras organizadas, além da inovação institucional por meio de gestão, planejamento e monitoramento de dados.
“A agricultura familiar depende da tecnologia para produzir com qualidade, menor custo e ter rentabilidade para fixar os produtores no campo. Na pecuária leiteira, começamos um trabalho há 50 anos com inseminação artificial que vem melhorando a qualidade genética. Hoje Alagoas tem a 4ª melhor produtividade leiteira e isso é reflexo do avanço biotecnológico proporcionada pela ação de realizar mensalmente o curso de inseminação artificial pela Seagri. Isso faz com que o produtor familiar tenha acesso a mesma genética de um grande produtor”, explicou o secretário executivo da Seagri, Edson Maruta.
O Eixo Agricultura também ressaltou o papel estratégico dos municípios como porta de entrada do agricultor familiar às políticas públicas, destacando que a falta de organização da gestão local compromete a execução de programas como o PAA e o PNAE, enquanto planejamento, uso de dados e cooperação institucional potencializam os resultados.
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