Alagoas
Cristiana Maya assume a presidência da Comissão da Mulher Advogada na OAB-AL
Na recente semana, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Alagoas (OAB/AL), testemunhou um momento de significativa importância com a posse da advogada Cristiana Maya como presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA). Ao assumir o cargo, a advogada que é reconhecida pela luta em defesa dos direitos das mulheres, comprometeu-se em priorizar pautas importantes para as mulheres advogadas, visando consolidar o respeito e a igualdade no exercício da profissão.
Cristiana expressou sua gratidão ao presidente Vagner Paes e demais membros da diretoria, destacando o apoio recebido.
Cristiana Maya enfatizou seu compromisso em construir avanços significativos junto à comissão, visando à valorização de todas as mulheres no exercício da advocacia.
Em seu discurso de posse, Cristiana destacou que a luta principal da Comissão da Mulher advogada em Alagoas será pela igualdade. "Buscar o reconhecimento e respeito pelos direitos das mulheres advogadas e garantir que cada mulher se sinta valorizada no exercício da profissão. Questões como respeito aos horários de audiência para advogadas grávidas, garantia das prerrogativas profissionais e prevenção do assédio em todos os ambientes foram enfatizadas".
Segundo o estudo "O Retrato da Advocacia em 2022", 49.6% dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil são mulheres. Nos cursos de Direito, há mais alunas do que alunos, e entre profissionais de até 40 anos, há mais advogadas do que advogados.
Em meio ao atual contexto político e social, destacam-se alguns retrocessos nos direitos das mulheres, como o aumento do feminicídio e a persistente disparidade salarial. Nesse cenário, a sororidade emerge como tema essencial de diálogo, ampliando a discussão sobre o espaço feminino no mercado de trabalho no Brasil, especialmente na advocacia.
No dia 22 de maio, durante sessão do Conselho Pleno, um busto em homenagem a Esperança Garcia, reconhecida como a primeira advogada do país, foi inaugurado na sede do Conselho Federal da OAB. Mulher negra e escravizada, Esperança redigiu, em 1770, uma carta denunciando violência, considerada o primeiro habeas corpus do Brasil.
O Conselho Pleno da OAB Nacional formalmente reconheceu Esperança Garcia como a primeira advogada brasileira. Uma mulher negra e escravizada, Esperança enfrentou corajosamente a situação à qual foi submetida, deixando um legado na luta por justiça e igualdade.

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