Vida Esportiva

Caso Rafa Mir: jogador é condenado a oito anos e meio de prisão por agressão sexual na Espanha

Tribunal de Valência considerou o atacante culpado por agressão sexual e lesões contra uma jovem

Agência O Globo - 15/06/2026
Caso Rafa Mir: jogador é condenado a oito anos e meio de prisão por agressão sexual na Espanha
Rafa Mir

O atacante espanhol Rafa Mir foi condenado a oito anos e seis meses de prisão por agressão sexual e lesões, em decisão de primeira instância que encerra uma das etapas de um dos casos de maior repercussão recente no futebol espanhol.

A sentença foi proferida pela Quarta Seção da Audiência Provincial de Valência, que considerou o jogador prejudicado pela agressão cometida contra uma jovem em setembro de 2024, durante um encontro realizado em sua residência, na urbanização Torre en Conill, no município de Bétera.

De acordo com a decisão, Mir recebeu pena de sete anos de prisão por crime de agressão sexual e mais um ano e seis meses por lesões, totalizando oito anos e meio de reclusão.

Além da pena de prisão, o tribunal determinou que o atacante mantenha uma distância mínima de 500 metros da vítima pelos próximos dez anos. O jogador também foi condenado a pagar indenização de 64 mil euros, cerca de R$ 400 mil, sendo 14 mil euros por danos físicos e 50 mil euros por danos morais.

O processo também resultou nas reportagens de Pablo Jara , outro jogador envolvido no caso. Ele recebeu pena de dois anos de prisão por agressão sexual contra uma segunda vítima e mais seis meses por crime contra a integridade moral. Jara ainda deverá pagar indenizações e cumprir ordem de afastamento por cinco anos.

A revisão representa uma reviravolta em relação à estratégia definida pela defesa de Rafa Mir ao longo do processo.

Em março deste ano, o detetive apresentou sua versão dos fatos à Justiça e negou ter cometido qualquer crime sexual. Na ocasião, seus advogados sustentaram que todas as relações ocorridas na noite foram consensuais.

Segundo a defesa, Mir conheceu duas mulheres em uma área reservada de uma casa noturna em Valência. O grupo teria sido acompanhado para a residência do usuário, onde os encontros íntimos ocorreram de forma voluntária.

Os advogados também argumentaram que os registros policiais feitos na noite do episódio não apontaram, inicialmente, para um crime sexual. A defesa sustentou ainda que o caso teria sido motivado por um desentendimento entre as duas mulheres presentes.

Com base nessa interpretação, a defesa pediu a absolvição completa do atleta e chegou a solicitar que o julgamento ocorresse de forma aberta ao público, sob o argumento de que a presunção de inocência deveria ser preservada. A Justiça, no entanto, rejeitou a tese.

Após analisar depoimentos, provas periciais e demais elementos do processo, o tribunal concluiu que houve agressão sexual e responsabilizou o ataque pelos atos praticados. A sentença ainda não é definitiva e pode ser contestada em instâncias superiores.