Vida Esportiva
Cerimônia enxuta com astros do pop latino abre a Copa no México
Shakira, J Balvin, Maná e outros artistas comandam meia hora de show no Estádio Azteca
Não foi uma festa assinada por Rosa Magalhães, como a abertura da Olimpíada do Rio, há 10 anos, mas o México deu seu recado no pontapé inicial da Copa do Mundo, na tarde desta quinta-feira, no mítico Estádio Azteca, na capital mexicana.
Em meia hora de apresentação, uma sequência de astros do pop latino — com espaço também para nomes mexicanos do rock e da música tradicional — animou o público que chegava ao templo onde Pelé comandou a final do tricampeonato mundial, há 56 anos. A cerimônia antecedeu o pontapé inicial de México x África do Sul, jogo de abertura da competição, pelo Grupo A.
Começou!
Os povos originários do México, parte essencial da cultura de um país marcado por pirâmides e outros sinais da presença de astecas — ou mexicas —, maias, zapotecas e dezenas de outros grupos, abriram a festa dançando em torno de uma réplica gigante da Taça Fifa, disputada pelas 48 seleções que vão a campo no México, no Canadá e nos Estados Unidos.
Depois das boas-vindas locais, o veterano grupo mexicano Maná subiu ao palco com “Oye mi amor”. O baterista Alex “El Animal” González se adaptou ao formato da apresentação, em playback, tocando uma pequena bateria. Na sequência, o venezuelano Danny Ocean cantou “Un partidazo”.
A música mexicana mais tradicional veio em seguida com o grupo Los Ángeles Azules. Com 50 anos de carreira, a banda levou seus terninhos e a cumbia de “Por Ella” ao palco, em apresentação que contou com as participações de Alejandro Fernández e Belinda.
O colombiano J Balvin foi o próximo a se apresentar, cercado por uma produção mais robusta, para cantar o reggaetón “Qué calor” — apesar da previsão de chuva, e até tempestade, na Cidade do México. Ele recebeu uma participação do rapper Ryan Castro, seu conterrâneo, e abriu caminho para mais uma colombiana: Shakira Isabel Mebarak Ripoll.
Vestida de amarelo, como na bandeira de seu país, Shakira mostrou que seus quadris não mentem ao som de “Dai dai”, música-tema da Copa, que teve participação do nigeriano Burna Boy.
Foi uma festa curta, no tom certo para dar início ao Mundial sem tirar o foco do futebol, que, afinal, é o que mais importa. Depois de um intervalo, ainda houve o desfile das bandeiras dos 48 países, a presença da atriz mexicana Salma Hayek, elegantíssima em um terninho vermelho, e a apresentação de Andrea Bocelli e Ejae, cantora sul-coreana, em “DNA”, outra música oficial da Copa, com participação virtual de David Guetta.
Que os jogos comecem.
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