Vida Esportiva
Romário afirma que futebol o preparou para lidar com a polarização política
Senador está na metade do mandato de oito anos e preside o América-RJ
Com mais de duas décadas como jogador profissional, tetracampeão mundial pela seleção brasileira e ídolo em diversos clubes, Romário transportou para a política os aprendizados adquiridos no futebol. Em entrevista ao EXTRA, o atual senador revelou que a experiência no esporte contribuiu para enfrentar a polarização que marca o cenário político nacional.
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— Direta ou indiretamente, os dois têm relação com o povo. O futebol é o esporte mais praticado do mundo, é o mais amado. Nem por isso você deixa de ser odiado também. Quem joga no Flamengo, o torcedor do Vasco não gosta e vice-versa. Quem joga no Grêmio, o do Inter não gosta. Quem joga no Brasil, o argentino acha ruim. E vamos pelo mundo afora. Na política, principalmente nesses últimos quatro, cinco anos, existe essa polarização de esquerda e direita. Sou de um partido de direita, então com certeza existe, por parte do outro lado, um descontentamento natural. E, até na própria direita também, algumas ações minhas descontentam esse eleitor. Mas faz parte da vida política — afirmou o ex-jogador.
Romário não se intimida com o aumento dos embates políticos e já planeja disputar a reeleição ao Senado em 2030, embora reconheça que o cenário pode sofrer alterações até lá.
— Ainda tenho mais quatro anos pela frente. Hoje, digo que pretendo disputar a reeleição ao Senado. Me sinto preparado, competente e capacitado para isso. Mas a política é muito dinâmica. Muita coisa pode acontecer até lá e mudar qualquer planejamento.
Além de senador, Romário também comanda a "RomárioTV" e preside o América-RJ. Segundo ele, a intenção é seguir ativo tanto na política quanto no futebol e na comunicação, enquanto estiver motivado.
— Na política, estou há 16 anos. É tempo suficiente para aprender e ganhar experiência. E como tudo na vida, cada dia a gente aprende algo novo. Estou nessa fase e vou ficar nela até o último dia da minha vida, sempre querendo aprender. Mas estou feliz. E enquanto eu estiver feliz, sendo presidente do América, senador e apresentador, pode ter certeza de que continuarei — concluiu o senador.
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