Vida Esportiva
Leitura labial revela discussão entre Diniz e Gabriel Paulista durante Corinthians x Barra
Treinador e zagueiro se desentenderam no início do segundo tempo do jogo de volta pela Copa do Brasil
O técnico Fernando Diniz protagonizou uma discussão acalorada à beira do campo com o zagueiro Gabriel Paulista durante o confronto entre Corinthians e Barra, realizado na noite desta quinta-feira, na Neo Química Arena, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. O diálogo tenso ocorreu logo no início do segundo tempo.
Enquanto o Corinthians trocava passes no campo de defesa, Diniz repreendeu Gabriel Paulista, que rebateu, prolongando o desentendimento ainda em campo. O dublador Velloso, especialista em leitura labial, revelou o conteúdo da conversa entre os dois na lateral do gramado.
— Moleza do c..., dá a bola lá. Levanta a mão de novo para você ver — disse Diniz a Gabriel Paulista.
— Tá bom, mas você falou depois. Eu entendi. Por que não? Só porque eu não toquei. Eu sou burro? Não posso falar com você? Não posso? Você mandou eu tomar no c.. e eu não posso falar com você? Me mandou tomar no c... — respondeu o zagueiro ao treinador.
Após a partida, Fernando Diniz, em entrevista coletiva, reconheceu que o ideal seria evitar esse tipo de comportamento durante o jogo, mas elogiou a postura de Gabriel Paulista.
— A gente sempre tem que melhorar. Se eu consigo evitar, é melhor. Mas esse jeito que eu tenho é um jeito que muito mais beneficia os jogadores do que prejudica. No caso de jogo, beneficiou. E beneficiou por quê? O Gabriel tem um temperamento um pouco parecido com o meu. Ele é um jogador mais explosivo, ficou uma discussão. Mas levando em consideração que o que vale na vida é o essencial, o essencial não teve erro de ninguém. Podia ter uma repercussão diferente, às vezes você perde o jogo, como aconteceu uma vez no Vasco e aí as pessoas fazem aquele tipo de coisa. A gente se acertou assim que terminou o jogo. Não tem dolo, não tem erro — explicou o treinador.
— Eu que tenho esse temperamento e o Gabriel também. É bom a gente evitar. Quando acontecer, internamente é a gente resolver de uma maneira muito rápida. Se você perceber, depois do que aconteceu, o Gabriel passou a jogar muito melhor. Ele quase fez o gol, a bola bateu na trave, ganhou mais duelos, progrediu mais com a bola, achou mais espaços. É uma situação que, se a gente conseguir evitar, eu acho melhor. É uma coisa que eu estou tentando controlar. Mas, repito, o problema é o que as pessoas podem fazer disso. Eu considero que, com o Gabriel, temos temperamento parecido e coração parecido. Coração generoso, de duas pessoas que querem o bem uma da outra. Desta situação a gente saiu muito melhor do que se não tivesse acontecido nada.
O Corinthians venceu o Barra por 1 a 0 na Neo Química Arena e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil. No jogo de ida, em Florianópolis, o Timão também superou o adversário pelo mesmo placar.
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