Vida Esportiva
Estratégias de Flamengo e Botafogo variam em meio a maratona de jogos decisivos
Premiação mais alta do Estadual influencia escalações; Ferj ameaça clubes com multa
Flamengo e Botafogo iniciam a semana com o desafio de planejar três jogos em apenas dez dias, período que inclui o carnaval. As equipes adotam estratégias distintas para enfrentar compromissos pelo Campeonato Brasileiro, o clássico regional pelo Carioca no próximo domingo e partidas internacionais decisivas. O Flamengo encara a final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, na Argentina, no dia 19, enquanto o Botafogo viaja à Bolívia para enfrentar o Nacional, em Potosí, pela pré-Libertadores, no dia 18.
Prioridades distintas nos elencos
O Flamengo já sinalizou que dará menor prioridade ao clássico estadual. O foco rubro-negro será no Campeonato Brasileiro, utilizando força máxima diante do Vitória, em Salvador, nesta terça-feira. Para o confronto do Carioca, a tendência é que alguns titulares sejam poupados, visando a decisão internacional. A diretoria aposta no elenco robusto para promover rodízios sem perder o nível técnico.
O Botafogo, por sua vez, admite alternar o time nas próximas duas rodadas. Após atuar com reservas contra o Vasco por já estar classificado, o Alvinegro pretende definir a escalação jogo a jogo, priorizando as melhores condições físicas dos atletas. Assim, há possibilidade de enfrentar o Flamengo com mais titulares em campo, diferente do que ocorreu diante do Vasco.
O clube foi beneficiado pela liberação do transfer ban da Fifa após o pagamento de Jhon Textor ao Atlanta por Thiago Almada. Com isso, poderá contar já contra o Fluminense com os zagueiros Ythallo e Riquelme, o volante Wallace Davi e o ponta Villalba, reforçando o elenco do técnico Martin Anselmi, que perdeu Allan, expulso no fim de semana. No Flamengo, o técnico Filipe Luís inicia a sequência com desfalques: o lateral-direito Varela, os meias Jorginho e Saúl, e o atacante Luiz Araújo estão lesionados. Allan, por sua vez, está de saída para o Corinthians e não foi relacionado.
Premiação e ameaça de multa influenciam decisões
A partir da fase de mata-mata do Estadual, a premiação de R$ 5,5 milhões pela classificação passa a pesar nas decisões de escalação. Quem for eliminado, além de perder a chance de título e o prêmio, terá de disputar a Taça Rio.
Segundo resolução enviada pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) antes da última rodada classificatória, os clubes devem escalar ao menos sete titulares principais, sob pena de multa e perda da cota de R$ 1,1 milhão por rodada. A medida visa preservar o equilíbrio técnico e os interesses comerciais do campeonato.
O Botafogo, inclusive, alterou a relação de atletas de última hora contra o Vasco para se adequar à exigência. A resolução assinada pelo vice-presidente Marcelo Vianna chama atenção para o compromisso dos clubes com o regulamento, destacando a importância de respeitar o torcedor e garantir a qualidade do espetáculo. A Ferj recomenda que as equipes evitem formações alternativas e escalem, no mínimo, sete atletas reconhecidamente titulares.
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