Vida Esportiva

'Super Sick Monday': por que o dia seguinte ao Super Bowl virou sinônimo de faltas no trabalho nos EUA

Ressaca do maior evento esportivo do país deve levar milhões de americanos a faltar ou chegar atrasados ao expediente

Agência O Globo - 09/02/2026
'Super Sick Monday': por que o dia seguinte ao Super Bowl virou sinônimo de faltas no trabalho nos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O dia seguinte ao Super Bowl, partida que define o campeão da NFL, ganhou nos Estados Unidos um apelido inusitado: Super Sick Monday — em tradução livre, “super segunda-feira de atestados”. O termo resume um fenômeno que se repete a cada ano: milhões de trabalhadores simplesmente não comparecem ao trabalho após a noite do grande jogo.

Segundo a revista Forbes, pesquisas recentes indicam que o número de ausências bate recordes a cada edição do Super Bowl. Entre as principais razões estão festas que se estendem pela madrugada, consumo elevado de álcool e o horário tardio do evento, que geralmente termina próximo à meia-noite no fuso da Costa Leste.

Além das faltas, as empresas também registram atrasos, pedidos de trabalho remoto de última hora e queda de produtividade ao longo do dia. Para muitos empregadores, a chamada “ressaca do Super Bowl” já é considerada um custo previsível no calendário corporativo americano.

O impacto é nacional. O Super Bowl é o evento televisivo mais assistido do ano nos Estados Unidos, reunindo dezenas de milhões de espectadores, muitos deles em confraternizações com amigos, familiares ou colegas de trabalho. Mesmo quem não acompanha futebol americano costuma participar do ritual, atraído pelos shows do intervalo e pelos comerciais milionários.

Especialistas em mercado de trabalho apontam que o fenômeno revela um descompasso entre a cultura corporativa tradicional e a importância simbólica do evento. Não à toa, cresce a pressão para que a segunda-feira pós-Super Bowl seja transformada em feriado nacional — proposta já debatida no Congresso, mas que nunca avançou.

Enquanto isso não se concretiza, algumas empresas buscam alternativas: horários flexíveis, liberação para trabalho remoto ou até folga coletiva no dia seguinte ao jogo. De acordo com consultorias de recursos humanos, tais estratégias ajudam a reduzir faltas não justificadas e melhoram o clima organizacional.