Vida Esportiva
Lucas Braathen vive 'segundo capítulo da vida' ao defender o Brasil no esqui alpino
Principal nome do Time Brasil fala à imprensa em Milão sobre emoção e representatividade olímpica
Lucas Pinheiro Braathen, principal destaque do Time Brasil no esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, afirmou em coletiva de imprensa neste sábado que se sente livre e inspirado ao representar o Brasil na competição. Para o atleta, defender as cores verde e amarelo marca um "segundo capítulo" em sua trajetória.
Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, Braathen foi um dos porta-bandeiras do país e não escondeu a emoção ao carregar o símbolo nacional.
O esquiador também refletiu sobre a responsabilidade de carregar a bandeira brasileira e sobre a possibilidade de conquistar um resultado histórico para o país nestes Jogos.
Além disso, Braathen destacou a importância da representatividade e o desejo de inspirar outras pessoas, objetivos que pretende consolidar na história dos esportes de inverno.
— Eu quero sair desses Jogos como uma fonte de inspiração. Quero que as pessoas aí em casa, assistindo, vendo nossas cores nos Jogos Olímpicos de Inverno, realmente entendam que tudo é possível. Não importa de onde você seja, suas roupas, seu sotaque. O que importa é o que há por dentro — declarou o atleta, que compete pelo Brasil desde 2024 e já conquistou 10 medalhas para o país na Copa do Mundo de esqui alpino desde então.
Para Lucas, representar o Brasil vai além da realização esportiva: é um reencontro com o amor pelo esporte.
Em 2023, mesmo após conquistar o título geral da Copa do Mundo, Braathen decidiu se aposentar devido a discordâncias sobre a gestão de sua carreira. Até então, ele defendia a Noruega, país de seu pai, mas após desentendimentos com a federação norueguesa de esqui, optou por abraçar o país da mãe.
— Me emociona olhar para essa jornada até chegar aqui em Milão, porque sinto que estou vivendo meu segundo capítulo, com liberdade para ser quem sou, representar meus valores e sonhos verdadeiros, não os sonhos de outros. Sou muito grato à minha equipe por me ajudar a realizá-los — afirmou. — Lutei pela minha liberdade, pelos meus sonhos, e estou vivendo isso. Ontem foi a representação disso: poder trazer essas cores para um lugar onde elas nem sempre estiveram. Colocar o país no mapa é motivo de muito orgulho, e fazer isso do meu jeito me faz ser muito grato.
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