Vida Esportiva
Oswaldo de Oliveira reconhece 'momento inoportuno' em crítica diante de Ancelotti, mas rebate: 'Não vou me desculpar'
Treinador relembra experiência internacional e reforça que segue em atividade, apesar das críticas
Oswaldo de Oliveira voltou a comentar a polêmica envolvendo sua declaração sobre a escolha de um técnico estrangeiro para comandar a seleção brasileira. O treinador reafirmou o que disse anteriormente e compartilhou o vídeo que viralizou nos últimos dias nas redes sociais:
— A minha frase foi: "Eu quero que o Ancelotti tenha muito boa sorte na Copa do Mundo, que nos traga o título e que depois, quando ele deixar a seleção brasileira, que novamente um treinador brasileiro assuma o cargo". Foi exatamente isso que eu disse. Claro, o momento foi inoportuno, porque eu quis valorizar o treinador brasileiro. Eu não sou contra a presença do treinador estrangeiro, mas a minha preferência é que o treinador da seleção brasileira, especialmente, seja um brasileiro. Não vou me desculpar por algo que eu não falei.
Oswaldo destacou ainda que considera Carlo Ancelotti "o melhor técnico do mundo" e ressaltou que seria "impossível" ser contra a presença de profissionais estrangeiros no futebol, lembrando que já comandou clubes no Catar e no Japão. O treinador também desabafou sobre as críticas direcionadas aos técnicos brasileiros.
— Nós, treinadores brasileiros, temos sido muito criticados e desprestigiados. Algumas coisas aconteceram que desfavoreceram os nossos treinadores. Acho as críticas demasiadas infundadas diante de uma frase que é uma convicção minha. Essas críticas têm sido agressivas e pejorativas. Qual é o problema de eu achar que a seleção brasileira tem que ser dirigida por um treinador brasileiro? — questionou.
Na tarde de quinta-feira, a Federação Brasileira de Treinadores, que organizou o evento na sede da CBF, se manifestou: "A FBTF considera inadmissível que um profissional que, ao longo de sua carreira, ocupou espaços relevantes no cenário nacional e internacional, utilize sua fala de maneira desequilibrada e ofensiva para desqualificar colegas de profissão e propagar discursos que desrespeitam o esforço coletivo de uma categoria que, com tanto empenho, busca reconhecimento e valorização em meio a inúmeros desafios estruturais e institucionais", disse a federação.
Na nota, Oswaldo de Oliveira foi citado como "ex-treinador", mas em seu vídeo nas redes sociais ele fez questão de esclarecer que permanece em atividade.
— Eu tenho direito à minha opinião, a vibrar com a seleção brasileira, que vi ganhar cinco títulos mundiais com treinadores brasileiros. Essa é uma questão que eu quero ressaltar bastante aqui sobre essa sobrecarga desnecessária de críticas e infundadas, na minha opinião. Não vejo necessidade para tanto estardalhaço. (...) Assunto encerrado. Que venha o Hexa. Só mais uma coisinha, eu ainda não me aposentei não, hein? — avisou.
Assista ao vídeo completo:
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