Vida e Saúde
'Os riscos superam muito os benefícios', diz CFM sobre uso de PMMA
Conselho Federal de Medicina proíbe uso do polimetilmetacrilato injetável para fins estéticos e reparadores
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, a partir desta terça-feira (2), o uso de PMMA (polimetilmetacrilato) injetável por médicos para procedimentos estéticos e restauradores em todo o Brasil. A medida, publicada em nova resolução, restringe a aplicação da substância apenas ao tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, e somente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o CFM, os riscos associados ao uso do PMMA superam significativamente os benefícios. A médica e conselheira federal Graziela Bonin, relatora da resolução, explicou que o uso da substância como preenchedor tem resultado em complicações graves, ligadas a características específicas do produto que favorecem reações inflamatórias tardias, formação de granulomas, infecções persistentes, necroses, hipercalcemia, insuficiência renal e sequelas estéticas ou funcionais irreversíveis.
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