Vida e Saúde

Ovo: qual é a diferença entre o branco e o marrom? Entenda a variação de cor e saiba como consumir de forma mais saudável

Cor da casca depende da genética da galinha e não altera sabor, valor nutricional ou forma de consumo

Agência O Globo - 17/05/2026
Ovo: qual é a diferença entre o branco e o marrom? Entenda a variação de cor e saiba como consumir de forma mais saudável
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A distinção entre ovos brancos e marrons costuma gerar dúvidas durante a compra. Segundo especialistas, a diferença está basicamente na cor da casca, que é determinada pela genética e pela raça da galinha, sem interferir no sabor, no valor nutricional ou na forma de consumo do alimento.

De acordo com a Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, “um ovo é um ovo, não importa a cor da casca.” A instituição esclarece que ovos marrons, brancos ou de outras tonalidades podem apresentar aparência externa diferente, mas o conteúdo é equivalente. Portanto, a cor da casca não indica que um tipo seja mais saudável ou nutritivo que o outro.

Em geral, ovos marrons são postos por raças específicas de galinhas, que costumam ser um pouco maiores. Por isso, em alguns mercados, podem aparecer em tamanhos ligeiramente superiores ou custar mais, já que essas aves demandam mais alimento. Ainda assim, a diferença é marginal: há ovos brancos maiores que ovos marrons, e o produto normalmente é classificado por tamanho nos pontos de venda.

A cor da gema também não deve ser interpretada como sinal de qualidade superior. Ela é influenciada pela alimentação das galinhas. Segundo a University of Illinois Extension, “aves que têm acesso a plantas verdes ou recebem milho amarelo ou alfafa na ração tendem a produzir gemas mais escuras.” Independentemente da tonalidade, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos destaca que a gema é fonte de vitamina A e ferro.

Como saber se o ovo está bom para consumo?

Outra dúvida comum é sobre a parte branca e fibrosa que aparece presa à gema. Trata-se da calaza, estrutura que conecta a gema à clara e pode ser consumida normalmente. A Universidade do Estado do Colorado explica: “quanto mais pronunciada a calaza, mais fresco o ovo!”

Apesar de já terem sido vistos com ressalva por causa do colesterol, os ovos voltaram a ocupar espaço em dietas equilibradas. Segundo a Escola de Saúde Pública de Harvard, salvo em casos de restrição por condições de saúde, como doenças cardíacas ou dificuldade de controlar o colesterol, o ovo inteiro pode ser uma boa fonte de proteína e integrar uma alimentação saudável quando consumido com moderação.

A gema concentra mais calorias, gordura, gordura saturada e colesterol do que a clara, mas também reúne nutrientes como cálcio e vitaminas A, B6 e D.

Para conservar o alimento com segurança, ovos frescos podem ser mantidos na geladeira entre três e cinco semanas a partir da data da compra, desde que armazenados a uma temperatura constante de cerca de 4°C. A casca atua como barreira protetora, mas é porosa. Por isso, recomenda-se guardar os ovos em recipientes que os protejam de odores e reduzam o risco de contaminação cruzada.

Um truque simples para avaliar o frescor é colocar o ovo em um recipiente com água fria. Se ele afundar e permanecer na horizontal, está fresco. Se inclinar ou flutuar, é melhor descartá-lo. Ovos cozidos, por sua vez, devem ser mantidos na geladeira, em recipiente hermético, por até sete dias.

Na hora de cozinhar, recomenda-se quebrar ovos mais antigos em uma xícara antes de misturá-los a outros ingredientes. Assim, é possível verificar se estão estragados e evitar comprometer toda a receita. O procedimento também facilita a remoção de pedaços de casca.