Vida e Saúde

Médica detalha conexão entre mente, intestino e sistema imunológico

Alina María Berenguer explica como o sistema digestivo se comunica com o sistema nervoso central e imunológico

Agência O Globo - 07/05/2026
Médica detalha conexão entre mente, intestino e sistema imunológico
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A médica Alina María Berenguer propõe uma nova perspectiva sobre o sistema digestivo: para ela, é preciso enxergá-lo como peça central de uma “máquina perfeita”, e não como um órgão isolado. "Ele ocupa entre 8 e 12 metros. É o tamanho de um prédio de dois ou três andares dentro de nós", compara.

Em entrevista ao veículo El Litoral , Berenguer defende o conceito do intestino como “segundo cérebro”, mas vai além: “Na verdade, o intestino é como um primo do cérebro, não apenas um segundo”, afirma.

Segundo a medicina, o intestino possui mais de 100 milhões de neurônios conectados diretamente ao sistema nervoso central, mantendo comunicação constante com ele.

Ela ressalta que o intestino está profundamente ligado a diferentes sistemas do corpo por meio de eixos: intestino-pele, intestino-sistema nervoso e intestino-sistema imunológico. “A maioria das nossas células imunológicas não está no intestino”, destaca.

Impacto na mente

Berenguer aponta que muitos distúrbios do sistema nervoso central, como ansiedade, depressão, confusão mental ou fadiga, podem estar relacionados a desequilíbrios no sistema digestivo. “Hoje, é fundamental considerar o que acontece com o nosso sistema digestivo ao avaliar esses quadros”, alerta.

Sinais de alerta

Para o especialista, o sistema digestivo é silencioso: “O que acontece da boca ao ânus não precisa fazer barulho nem gerar sintomas”. Assim, qualquer alteração — azia, diarreia, inchaço ou prisão de ventre — deve ser vista como um sinal de perturbação do equilíbrio.

"O nosso corpo busca sempre o equilíbrio. Quando surgem esses primeiros sinais, é hora de prestar atenção, pois ainda é possível evitar medicamentos ou tratamentos prolongados", orienta.

Berenguer reforça a importância de manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e uso de probióticos sob orientação médica, para melhorar a função digestiva e preservar o equilíbrio desse sistema fundamental.