Vida e Saúde

OMS rastreia passageiros de voo após morte de turista por hantavírus na África do Sul

Turista holandesa desembarcou em Santa Helena com sintomas, voou para Joanesburgo e morreu dois dias depois. Autoridades monitoram contatos e avaliam passageiros de navio.

Agência O Globo - 06/05/2026
OMS rastreia passageiros de voo após morte de turista por hantavírus na África do Sul
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está em busca dos 82 passageiros que viajaram em um voo com uma turista holandesa que morreu após contrair hantavírus na África do Sul. A ação integra o rastreamento de contatos após a confirmação da doença, considerada rara e de alta gravidade.

Hantavírus em cruzeiro:

A vítima faleceu em um hospital de Joanesburgo após sair da ilha de Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul. Ela era companheira de um homem de 70 anos que morreu anteriormente a bordo de um navio, também infectado pelo hantavírus.

De acordo com a OMS, a turista desembarcou em Santa Helena em 24 de abril devido a “sintomas gastrointestinais”. No dia seguinte, embarcou em um voo da companhia Airlink com destino a Joanesburgo.

A morte ocorreu em 26 de abril, um dia após a viagem. No entanto, o diagnóstico de hantavírus só foi confirmado em 4 de maio, após exame PCR.

Rastreamento de contatos e alerta sanitário

Com a confirmação tardia do diagnóstico, a OMS iniciou a busca pelos passageiros do voo do dia 25 de abril para monitorar possíveis casos e orientar medidas de prevenção.

Karin Murray, diretora de vendas e marketing da Airlink, confirmou à agência AFP que as autoridades sul-africanas solicitaram à empresa a notificação de todos os passageiros, recomendando que procurem os serviços de saúde.

Segundo a AFP, três pessoas ainda permanecem no navio onde o primeiro caso foi registrado e deverão ser retiradas da embarcação nesta terça-feira para avaliação médica.

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Em casos graves, pode evoluir rapidamente, afetando o sistema respiratório e cardiovascular.

As autoridades de saúde seguem monitorando o caso para evitar novos contágios e investigar se houve transmissão adicional entre passageiros do voo e ocupantes do navio.