Vida e Saúde

Clonazepam: como age o medicamento que causou dependência em Bárbara Evans

Atriz e modelo relata processo de desintoxicação após mais de cinco anos de uso, mas admite recaída recente

Agência O Globo - 02/05/2026
Clonazepam: como age o medicamento que causou dependência em Bárbara Evans
Bárbara Evans - Foto: reprodução

Bárbara Evans, modelo e atriz, utilizou suas redes sociais para compartilhar, de forma aberta e pessoal, sua luta contra a dependência do clonazepam, medicamento amplamente prescrito para o tratamento de insônia e ansiedade.

“Eu não conseguia dormir sem o clonazepam, que é o mais forte de todos. Isso já tem mais ou menos uns cinco ou seis anos. Eu não sabia que ele fazia tão mal a longo prazo”, revelou Evans.

Segundo a artista, ela faz uso do medicamento há mais de cinco anos e atualmente está em processo de desintoxicação, acompanhada por um psiquiatra. “Não é fácil, tem dias bons e dias difíceis, mas é libertador”, relatou.

Para auxiliar na redução do consumo, ela passou a substituir o remédio por gominhas de canabidiol (CBD) para dormir. “No começo, eu tomava um comprimido inteiro de clonazepam para dormir. Agora estou tomando apenas um quarto”.

No entanto, Evans contou que sofreu uma recaída recentemente, ao não conseguir dormir devido à ansiedade provocada por uma viagem de trabalho, e voltou a tomar meio comprimido.

Como atua o clonazepam?

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o clonazepam é um ansiolítico que atua no sistema nervoso central, promovendo efeito tranquilizante, sedativo e relaxante. O medicamento pertence à classe dos benzodiazepínicos e age sobre o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA). Quando esse composto químico está em desequilíbrio, pode estar relacionado a convulsões ou distúrbios psicológicos.

O clonazepam é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de epilepsia em crianças e adultos, tanto em crises isoladas quanto em casos crônicos.

Além disso, pode ser indicado para adultos em quadros como ansiedade, síndrome do pânico, fobia social, transtorno afetivo bipolar, mania, depressão, psicose e síndrome das pernas inquietas.

Disponível em comprimidos ou suspensão oral, o clonazepam é considerado um medicamento controlado de tarja preta no Brasil. Sua venda exige receita médica e o uso inadequado pode trazer riscos graves à saúde.

O uso prolongado ou em doses inadequadas pode causar dependência, overdose e até mesmo morte.

Efeitos colaterais

Entre os efeitos colaterais mais comuns do clonazepam estão:

- Sonolência;
- Tontura;
- Dificuldade de memória;
- Aumento da saliva;
- Dor muscular ou articular;
- Micção frequente.

Em casos mais raros, podem ocorrer efeitos adversos graves, como:

- Mudanças no desejo ou capacidade sexual;
- Problemas de coordenação;
- Visão turva;
- Respiração fraca ou superficial;
- Mudanças de humor ou comportamento;
- Confusão;
- Paranoia;
- Alucinações;
- Pensamentos de suicídio ou automutilação.

“Pesquisem, conversem com o médico de vocês. Quem toma sem médico tem que ter alguém, um psiquiatra, enfim”, alertou Evans em vídeo publicado em suas redes sociais.

Veja o vídeo a seguir: