Vida e Saúde
O que os sonhos revelam sobre a sua personalidade? Pesquisa aponta relação direta
Estudo sugere que personalidade e eventos externos influenciam o conteúdo dos nossos sonhos
Seus sonhos podem revelar muito sobre quem você é e sobre o contexto em que vive. Uma pesquisa italiana, que acompanhou mais de 200 adultos ao longo de quatro anos, acordos que características pessoais — como o interesse em sonhos e a tendência à divagação mental — influenciam diretamente o conteúdo do que sonhamos.
Influência de fatores externos e internos
O estudo também observou que eventos externos marcantes, como a pandemia de Covid-19, intensificaram os sonhos, tornando-os mais vívidos e carregados de sensações de limitação. Esse efeito, porém, foi atrapalhando com o passar dos anos.
O primeiro grupo analisado, com 80 pessoas, foi formado em 2020, durante o isolamento social. Entre abril e maio daquele ano, os participantes contaram seus sonhos para medir o impacto da pandemia. Posteriormente, o estudo foi ampliado para incluir mais voluntários.
Metodologia: relatos e gravações
Com idades entre 18 e 69 anos, todos os 207 adultos — a maioria mulheres — passaram duas semanas gravando áudios logo após acordar, descrevendo o que se lembravam dos sonhos. Além disso, fizeram anotações sobre suas reflexões ao longo do dia, resultando em quase 1.700 relatos.
Personalidade e sonhos
Os cientistas constataram que a personalidade e o momento de vida de cada um influenciaram o conteúdo dos sonhos. Pessoas com pior qualidade de sono tendem a ter sonhos mais bizarros. Já quem relata mais pensamentos espontâneos e divagantes durante o dia costuma ter sonhos fragmentados, com cenas que mudam abruptamente.
De acordo com a pesquisa, indivíduos com alta tendência à divagação têm sonhos até 27% mais “diferentes”.
Por outro lado, pessoas que acreditam que os sonhos possuem significados ocultos costumam ter sonhos mais vívidos e emocionais intensos, em comparação com quem vê os sonhos apenas como fruto do acaso mental.
Mudanças ao longo do tempo
Comparando os sonhos relatados durante a pandemia e após esse período, os pesquisadores perceberam que, com o tempo, os sonhos se tornaram menos estranhos e intensos, e passaram a ser mais emocionais resultados, positivos e menos ligados a emoções como tristeza e medo.
Por que nós?
O estudo sugere que sonhamos porque nosso cérebro é um fragmento da vida real e os transforma em histórias visuais. O estilo dessas histórias, no entanto, depende de fatores como personalidade, qualidade do sono e a busca por significado nos sonhos.
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