Vida e Saúde
Semaglutida no SUS: 56% dos cariocas recorreriam ao tratamento na rede pública, aponta pesquisa
Levantamento realizado pela plataforma TIM Ads, com cerca de 6,5 mil respostas no Rio de Janeiro, analisa a expectativa de uso da semaglutida
No último dia 20 de março, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou a patente da semaglutida no Brasil. Um levantamento realizado pela plataforma TIM Ads, entre 19 e 24 de março, com 6.509 clientes da operadora no Estado do Rio de Janeiro, mostra que o fim da exclusividade da substância — base de medicamentos conhecidos para tratamento da obesidade e emagrecimento — encontra um público receptivo à democratização do acesso: 56% dos participantes afirmaram que buscariam o tratamento caso estivesse disponível no SUS .
Embora o uso do pagamento das chamadas “canetas” ainda não seja realidade para a maioria — 50% dos entrevistados nunca utilizaram —, a intenção de adesão é expressiva: 49% consideram ou talvez considerem utilizar tratamentos injetáveis no futuro, mesmo que seja necessário arcar com os custos. Os percentuais a seguir indicam que a decisão envolve diversos fatores, sem uma única barreira predominante. O custo (14%) parece com peso semelhante ao medo de agulhas e à falta de orientação médica (15% cada), diminuindo que o preço é apenas uma das preocupações. O elevado interesse pelo acesso via rede pública reflete a restrição atual: apenas 22% fazem uso do tratamento atualmente.
Nesse contexto, a queda da patente surge como principais complicações para a inovação terapêutica. Com o interesse expressivo revelado pelo levantamento, a possibilidade de redução de preços com a chegada de genéricos e similares pode transformar o desejo por resultados práticos em acesso real, demonstrando que o brasileiro acompanha de perto o debate sobre saúde pública e novas tecnologias para o bem-estar.
A busca por hábitos saudáveis
A pesquisa também traçou um panorama sobre a percepção de saúde dos brasileiros. Apesar de 71% dos entrevistados avaliarem seus hábitos alimentares como muito ou moderadamente saudáveis, a insatisfação com o peso é frequente: 36% declaram insatisfação e desejo de emagrecer. A vontade de mudança é marcante, com 68% demonstrando interesse em transformar sua relação com a alimentação. O público mostra resiliência: mais da metade (65%) já tentei alguma dieta ou tratamento para emagrecer ao longo da vida. O levantamento no Rio de Janeiro contou majoritariamente com jovens, sendo 66% dos entrevistados entre 18 e 35 anos — faixa etária que lidera a discussão sobre estilo de vida e novos medicamentos nas redes sociais.
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