Vida e Saúde
Medicamento experimental mostra eficácia contra câncer de ovário e útero
Dados são do estudo de fase 1 do fármaco experimental Mo-Rez
Um novo estudo clínico global de fase 1, conduzido pela farmacêutica GSK, apresentou resultados promissores para um medicamento experimental no combate ao câncer de ovário e de útero. O medicamento, denominado Mo-Rez , proporcionou redução de tumores em 62% das pacientes com câncer de ovário resistente à platina (PROC) e em 67% das mulheres com câncer de endométrio recorrente ou avançado (EC), ambos considerados de difícil tratamento.
Além dos índices de resposta, os dados indicam que, mesmo em doses mais elevadas, poucos pacientes precisaram interromper o tratamento devido a eventos adversos relacionados ao medicamento. A náusea foi o efeito colateral mais frequente.
O estudo, chamado BEHOLD-1 , envolveu 224 pacientes com esses dois tipos de câncer. A pesquisa foi dividida em duas partes e seus resultados foram apresentados durante a Reunião Anual da Sociedade de Oncologia Ginecológica (SGO) sobre Câncer Feminino, realizada em Porto Rico.
Na composição, o Mo-Rez traz um anticorpo monoclonal anti-B7-H4, que auxilia o organismo a identificar células tumorais que se camuflam, aliada a uma quimioterapia. O medicamento é administrado por transfusão intravenosa, a cada três semanas. A tecnologia da Mo-Rez, desenvolvida pela chinesa Hansoh Pharma, foi adquirida pela GSK no final de 2023.
Para as próximas etapas, incluindo a terceira e última fase do estudo, será avaliada uma dose de 5,8 mg/kg.
"O tratamento de cânceres ginecológicos continua sendo um grande desafio, com uma necessidade urgente de novas terapias que apresentam taxas de resposta aprimoradas. Com o Mo-Rez, agora temos evidências convincentes de um perfil clínico promissor, com taxas de resposta que apoiam a contribuição do desenvolvimento para cinco estudos globais pivotais de fase III ainda este ano, abrangendo cânceres de parto e endométrio, incluindo tratamentos em linhas de terapia mais precoces", afirmou Hesham Abdullah, vice-presidente chefe e chefe global de oncologia da GSK, em comunicado.
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