Vida e Saúde

Chocolate na Páscoa pode ser fatal para cães, alerta veterinário

Teobromina presente no chocolate pode levar à morte, dependendo do porte do animal e da quantidade ingerida; fique atento aos sintomas

Agência O Globo - 31/03/2026
Chocolate na Páscoa pode ser fatal para cães, alerta veterinário

Com a proximidade da Páscoa, celebrada no próximo domingo, dia 5, aumenta a circulação de ovos de chocolate, principalmente entre as crianças. No entanto, os tutores de cães devem redobrar a atenção: o consumo de chocolate por parte dos animais pode ser fatal, variando conforme o porte, a quantidade e o tipo ingerido.

Embora o chocolate pareça atraente para os animais de estimação, ele contém teobromina, um alcalóide amargo semelhante à cafeína, que pode ser extremamente prejudicial à saúde dos cães.

Riscos à pa dos cães

“Nessa época do ano, um chocolate esquecido sobre a mesa ou mesmo pedaços oferecidos por engano aos cães causam sérios problemas de saúde”, alerta Vininha F. Carvalho, ambientalista, defensora dos direitos dos animais e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Sintomas de intoxicação por chocolate

De acordo com o veterinário Fabiano Faria, os sintomas de intoxicação surgem algumas horas após a ingestão e incluem vômitos, diarreia, hiperatividade, respiração acelerada, taquicardia, tremores musculares, distúrbios urinários e até coma.

Quantidade tóxica e conduta em caso de ingestão

Uma dose tóxica de teobromina para cães é de 100-150 mg por quilo de peso, enquanto uma dose letal varia entre 250-500 mg por quilo. Por exemplo, um cão de 10 kg pode chegar à dose letal ao consumir cerca de 1 kg de chocolate ao leite, equivalente a 2,5 g de teobromina.

Se o animal ingerir chocolate acidentalmente, a orientação é procurar imediatamente um veterinário, que poderá induzir o vômito e adotar técnicas para impedir a absorção da toxina.

"Escolher bem os alimentos do seu animal é garantir sua saúde. Jamais estimule o hábito de compartilhar alimentos com o seu animal de estimação, pois ele possui necessidades nutricionais específicas. Além disso, não há nada mais incômodo do que um animal pedindo comida à mesa", orienta Vininha F. Carvalho.