Vida e Saúde
Câncer de pâncreas: fatores de risco da doença enfrentada pelo Príncipe Philip
Doença é silenciosa e rara nos estágios iniciais, quando as chances de cura são maiores
O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, conviveu por quase oito anos com um câncer de pâncreas antes de seu falecimento. A informação foi revelada em uma biografia sobre a monarca, que será lançada em breve, segundo o jornal Daily Mail.
A notícia chama a atenção por dois motivos: primeiro, porque nunca havia sido divulgado publicamente que o duque Sofia da doença; segundo, porque o câncer de pâncreas é conhecido por sua agressividade e baixa taxa de detecção precoce. O caso de Philip reforça a importância da conscientização sobre os fatores de risco, já que o diagnóstico precoce pode, em alguns casos, melhorar o prognóstico.
O câncer de pâncreas tem início quando células do órgão — que fica localizado atrás da parte inferior do estômago e é responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios que regulam o açúcar no sangue — passam a crescer de forma anormal.
Frequentemente, a doença só apresenta sintomas em avanços avançados, quando já é prevista para outros órgãos, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura, conforme destaques da Mayo Clinic.
Principal de risco
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de pâncreas, segundo a American Cancer Society:
Tabagismo: Fumantes têm risco cerca de duas vezes maior de desenvolver a doença em relação a não fumantes. Aproximadamente 25% dos casos estão ligados ao uso do tabaco, incluindo charutos e produtos sem fumaça.
Excesso de peso: Sobrepeso ou obesidade são fatores de risco relevantes. Pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 têm cerca de 20% mais chances de desenvolver câncer de pâncreas. O acúmulo de gordura abdominal também é um fator, mesmo em indivíduos sem excesso de peso generalizado.
Diabetes: O câncer de pâncreas é mais prevalente em pessoas com diabetes, especialmente o tipo 2.
Pancreatite crônica: Inflamação persistente do pâncreas aumenta o risco de desenvolvimento de câncer.
Exposição a produtos químicos: Exposição intensa a substâncias cancerígenas, como as utilizadas em produtos de lavagem a seco e metalurgia, pode aumentar o risco.
Idade: O risco cresce com o envelhecimento. A mídia de idade no diagnóstico é de 70 anos, mas tem ocorrido aumento de casos em pessoas mais jovens, possivelmente devido à maior detecção precoce, obesidade, diabetes tipo 2 e tabagismo.
Sexo: Homens têm risco ligeiramente maior, possivelmente devido ao maior consumo de tabaco.
Raça: Os afro-americanos apresentam risco um pouco superior aos brancos, possivelmente relacionado à prevalência de outros fatores como diabetes, tabagismo e obesidade.
Histórico familiar: O câncer de pâncreas pode ter caráter hereditário em algumas famílias.
Síndromes genéticas hereditárias: Mutações genéticas transmitidas de pais para filhos podem responder por até 10% dos casos de câncer de pâncreas.
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