Vida e Saúde
Ejaculação frequente pode aumentar as chances de gravidez, aponta estudo
Pesquisa mostra que espermatozoides acumulados sofrem danos e perdem qualidade ao longo do tempo
Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, revelou que a frequência de ejaculações pode ser determinante para a qualidade do esperma em homens que desejam ter filhos. Ao contrário do senso comum, manter ejaculações regulares contribui para a saúde dos espermatozoides e pode aumentar as chances de gravidez.
A pesquisa, uma meta-análise que reuniu dados de quase 55 mil homens de 31 países, identificou que o esperma sofre um processo de "envelhecimento" quando permanece armazenado por longos períodos no trato reprodutivo masculino.
Esse armazenamento prolongado provoca uma deterioração progressiva dos espermatozoides, em um fenômeno chamado de senescência pós-meiótica do espermatozoide (PMSS). Isso ocorre devido ao acúmulo de danos ao DNA, oxidação e diminuição das reservas energéticas dos gametas masculinos.
O estudo apontou que a queda de qualidade é mais evidente no dano ao DNA, mas também afeta a mobilidade — a capacidade do esperma de alcançar o óvulo — e a viabilidade dos espermatozoides. Homens com baixa frequência de ejaculações apresentam maior risco de redução desses parâmetros essenciais para a fertilidade.
Os cientistas sugerem que, em mamíferos machos, a masturbação pode ter evoluído como uma estratégia para eliminar esperma acumulado e envelhecido, favorecendo gametas mais saudáveis, com maior potencial de concepção.
Os autores do estudo questionam a recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta a abstinência sexual de 2 a 7 dias antes da coleta de sêmen em clínicas de fertilidade. Segundo eles, períodos mais longos de abstinência podem até aumentar a quantidade de espermatozoides, mas reduzem a qualidade individual.
Em procedimentos de fertilização que selecionam um único espermatozoide de alta qualidade, como a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), períodos mais curtos de abstinência podem ser preferíveis à orientação vigente da OMS.
Mais lidas
-
1DEFESA
Caça J-35 chinês com revestimento prateado mina posição aeronaval dos EUA, diz mídia
-
2POLÍTICA
Augusto Cury entra no estúdio da Band e deve participar de debate
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
5ESPORTE
Leila tira foto com enteado e camisa do Vasco antes do jogo do Palmeiras