Vida e Saúde
Mosquitos não escolhem humanos ao acaso, revela estudo; saiba como se proteger
Pesquisa aponta que sinais como CO₂ e cores escuras direcionam o voo dos insetos e podem inspirar novas estratégias de controle.
Uma pesquisa publicada na revista científica Science Advances revelou que o voo dos mosquitos em busca de humanos é guiado por estímulos específicos e não ocorre de forma correta. A descoberta pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de proteção contra essas insetos.
Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram um sistema de rastreamento tridimensional por infravermelho, capaz de registrar com precisão a posição e a velocidade dos mosquitos em tempo real. Com milhões de dados coletados, foi desenvolvido um modelo matemático baseado no aprendizado bayesiano , que prevê como os insetos reagem a diferentes estímulos.
Preferência por superfícies escuras
Em um dos experimentos, um voluntário vestiu uma roupa dividida entre dois núcleos: metade branca e metade preta. Mesmo com a emissão de CO₂ e odores idênticos nos dois lados do corpo, os mosquitos se concentraram principalmente na região escura.
O resultado indica que os insetos utilizam o contraste visual como referência para direcionar o voo, demonstrando clara preferência por superfícies escuras. Esse padrão sugere que a visão não apenas auxilia na localização, mas também influencia diretamente a decisão de aproximação.
O estudo mostra ainda que os estímulos visuais, quando combinados ao CO₂, intensificam o comportamento de busca, levando os mosquitos a manter trajetórias mais direcionadas e direcionadas.
Observações em torno de indivíduos humanos revelaram que os mosquitos tendem a desacelerar próximo ao corpo, especialmente na região da cabeça, preparação para o pouso. As trajetórias tornam-se mais densas nesses pontos, refletindo a integração de múltiplos sinais sensoriais.
Modelo pode aprimorar estratégias de controle
Com base nessas observações, os pesquisadores pesquisaram um modelo capaz de prever as trajetórias dos mosquitos em diferentes cenários. A ferramenta permite simular como as respostas respondem às variações nos estímulos, oferecendo novas perspectivas para entender e controlar o comportamento desses vetores.
Segundo o estudo, as estratégias de controle podem ser mais eficientes ao explorar essas respostas previsíveis. Manipular os estímulos pode aumentar a eficácia de armadilhas e outras tecnologias inovadoras à redução da população de mosquitos.
Roupas claras, repelentes e menos expostas
Para reduzir o risco de picadas, o estudo sugere começar pela escolha das roupas e do ambiente. Os mosquitos demonstram preferência por superfícies escuras e maior resposta a contrastes visuais, o que torna peças claras uma alternativa mais segura, especialmente em áreas expostas do corpo. Como a combinação de estímulos visuais com o dióxido de carbono (CO₂) da respiração aumenta o foco do mosquito no alvo, situações em que uma pessoa está muito visível e exposta melhorando a proximidade.
Essas estratégias podem ser combinadas com medidas já conhecidas de proteção. O uso de repelentes nas áreas expostas do corpo segue como uma das formas mais eficazes de evitar picadas, assim como roupas que cobrem braços e pernas em locais de maior incidência. Ventiladores e correntes de ar também ajudam a dispersar sinais como o CO₂ e dificultam o voo dos insetos. A soma dessas ações — reduzir a atração visual e química e criar barreiras físicas — tende a diminuir significativamente a chance de contato com os mosquitos.
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