Vida e Saúde
Mpox já foi confirmada em 13 estados; Brasil soma 149 casos em 2026
Outros 539 casos seguem em investigação; não há registro de óbitos
O Brasil já registra 149 casos confirmados de mpox em 2026, de acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde. Do total, 140 casos foram confirmados e nove são classificados como “prováveis”. Outros 539 casos seguem em investigação em todo o país. Até o momento, não houve registro de óbitos relacionados à doença.
Nos últimos dias, o Amazonas registrou o primeiro caso confirmado da doença neste ano. Entre os estados com casos já notificados, São Paulo concentra a maior parte das confirmações, com 93 casos. Em seguida estão Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11), Rondônia (11), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Norte (3), Paraná (2), Ceará (1), Sergipe (1), Pará (1) e Distrito Federal (1).
Até agora, pelo menos 50 casos apresentaram coinfecção com o vírus HIV e 31 com outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Apesar do aumento, os 136 casos registrados neste ano ainda estão abaixo dos 394 notificados nos três primeiros meses de 2025. Ainda assim, as autoridades de saúde mantêm a vigilância, principalmente após a identificação de uma nova variante do vírus no Reino Unido, em dezembro passado.
De acordo com a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA), a nova variante reúne características dos dois subtipos de infecção: o clado 1, considerado mais grave, e o clado 2, responsável pelo surto global iniciado em 2022. "Embora a infecção pelo vírus Mpox seja benigna para muitos, pode ser grave", destacou Katy Sinka, responsável por infecção sexualmente transmissível da UKHSA.
Transmissão da mpox
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mpox pode ser transmitida por contato físico direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais portadores do vírus. Um dos fatores que facilitaram a disseminação global em 2022 foi a transmissão por meio de relações sexuais.
Atualmente, evidências indicam que o clado 1 também se propaga pelo sexo. Em entrevista ao jornal O Globo, o diretor executivo da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), Richard Hatchett, alertou para o risco de novas ondas de transmissão de relações sexuais.
Sintomas da mpox
Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dores musculares, cansaço e linfonodos inchados. Uma característica marcante da doença é o surgimento de erupções aparentes (lesões), geralmente iniciando no rosto e se espalhando pelo corpo, especialmente mãos e pés. Em casos de transmissão sexual, as lesões podem aparecer nas genitálias.
Os sintomas costumam surgir entre seis e 13 dias após a exposição ao vírus, mas podem demorar até três semanas para se manifestarem. Na maioria das vezes, a doença é leve e os sintomas desaparecem espontaneamente em duas a três semanas.
Prevenção e
A prevenção envolve higienização frequente das mãos e evitar contato com pessoas infectadas. O Brasil oferece vacinação contra a mpox para maiores de 18 anos que vivem com HIV e com contagem de células T CD4 inferiores a 200 nos últimos seis meses.
Também têm direito à vacina profissionais de 18 a 49 anos que atuam diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios de biossegurança nível 2 (NB-2). Existe ainda uma estratégia de imunização pós-exposição para pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato com fluidos ou segredos de casos suspeitos ou confirmados de mpox.
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