Vida e Saúde
Alzheimer é a segunda doença mais temida no Brasil, aponta pesquisa; confira o ranking das principais
Quatro em cada dez brasileiros convivem com familiar ou amigo diagnosticado com Alzheimer
O Alzheimer é a segunda doença que mais causa temor entre os brasileiros, ficando atrás apenas do câncer, segundo pesquisa do Datafolha encomendada pela farmacêutica Eli Lilly e divulgada nesta segunda-feira (9). O levantamento revela que mais da metade da população teme que um conhecido receba o diagnóstico da doença.
O receio é ainda maior entre as mulheres (55%) e pessoas com ensino superior (65%). Além disso, quatro em cada dez brasileiros convivem com um familiar ou amigo diagnosticado com o transtorno neurodegenerativo.
Um dos principais motivos de preocupação dos especialistas é o diagnóstico frequentemente tardio do Alzheimer, que evolui em quatro estágios: inicial, moderado, grave e terminal. A doença é caracterizada pelo acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau no cérebro, que se depositam dentro e entre os neurônios.
O levantamento também destaca que, em comparação com outras três doenças avaliadas (Aids, Parkinson e câncer), o Alzheimer apresenta a menor porcentagem de pessoas que acreditam na possibilidade de cura pelo tratamento, com apenas 16%. É também a doença com maior percentual de entrevistados que afirmam que o tratamento não ajuda em nada ou ajuda muito pouco, com 18%.
Apesar do medo, a maioria dos brasileiros não hesitaria em buscar ajuda médica: 94% afirmam que procurariam um especialista caso alguém próximo apresentasse perda de memória e dificuldade para planejar ou realizar tarefas, sintomas de alerta para a doença. No entanto, 88% reconhecem que, na prática, a busca por ajuda ocorre apenas em estágios mais avançados, quando os sintomas já estão agravados.
O câncer lidera o ranking das doenças mais temidas, com 84%, seguido por Aids (10%), Alzheimer (4%) e Parkinson (1%).
Entre os entrevistados, 95% concordam que, a partir de certa idade, todos deveriam consultar um médico para avaliar memória e raciocínio. Contudo, apenas 46% já realizaram uma consulta com esse enfoque ou fizeram algum teste cognitivo ao longo da vida.
Entre os 41% dos brasileiros que conhecem alguém com Alzheimer, 60% admitem que houve demora significativa para procurar um especialista após os primeiros sintomas, como confusão e perda de memória. Esse percentual é ainda maior entre homens (66%), pessoas com ensino fundamental (70%) ou médio (64%), nas classes sociais DE (73%) e entre moradores de cidades do interior (64%).
O impacto emocional do diagnóstico é expressivo: 87% dos entrevistados concordam que o diagnóstico de Alzheimer causa muito medo e ansiedade, tanto para o paciente quanto para familiares e pessoas próximas.
"A saúde do nosso cérebro não deve ser um tabu, nem ser ignorada, mas sim uma parte integrante do nosso cuidado geral. A consulta com o neurologista deveria fazer parte da rotina, assim como fazemos o check-up cardiológico", afirma Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly do Brasil.
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