Vida e Saúde

Anvisa emite alerta sobre risco hepático associado a suplementos de cúrcuma

Bulas de segurança deverão ser atualizadas com avisos obrigatórios, segundo a agência

Agência O Globo - 10/03/2026
Anvisa emite alerta sobre risco hepático associado a suplementos de cúrcuma
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta sobre o risco de danos ao fígado decorrente do uso contínuo de medicamentos e suplementos à base de extrato de cúrcuma, também conhecida como açafrão. Estudos recentes identificaram casos raros, porém graves, de inflamação e lesão hepática associados ao consumo desses produtos.

De acordo com a Anvisa, o alerta se fundamenta em avaliações internacionais que detectaram suspeitas de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos contendo cúrcuma ou curcuminóides. O risco está especialmente relacionado a formulações e tecnologias que aumentam a absorção da curcumina em níveis muito superiores ao consumo alimentar habitual.

A agência determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore® e Cumiah®, incluindo avisos de segurança obrigatórios. Para os suplementos, será iniciado um processo de reavaliação do uso dessas substâncias, além da exigência de advertências obrigatórias nos rótulos sobre possíveis efeitos adversos.

Além da Anvisa, outras agências reguladoras internacionais, como as da Itália, Austrália, Canadá e França, também emitiram alertas sobre os riscos relacionados a esses medicamentos e suplementos.

Sintomas

Confira os sinais e sintomas que podem indicar a necessidade de avaliação médica:

- Pele ou olhos amarelados (icterícia);
- Urina muito escura;
- Cansaço excessivo e sem explicação;
- Náuseas e dores abdominais.

Uso culinário da cúrcuma é considerado seguro

Segundo a Anvisa, o uso do pó de cúrcuma como tempero na culinária permanece seguro e não faz parte do alerta. Não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento ou aditivo alimentar.

“A diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto apresenta concentrações mais elevadas e maior potencial de absorção pelo organismo”, esclarece a agência.