Vida e Saúde
Estudo aponta queda significativa nas horas de sono entre adolescentes desde 2007
Trabalho foi publicado na renomada revista científica JAMA
A adolescência é uma fase fundamental para o desenvolvimento, mas pesquisas recentes indicam que os jovens estão dormindo cada vez menos. Um estudo publicado na prestigiada revista científica JAMA revelou que 76,8% dos adolescentes dormem sete horas ou menos por noite, patamar considerado insuficiente para essa faixa etária.
Análise dos dados
Os pesquisadores analisaram informações de mais de 120 mil adolescentes americanos, coletadas entre 2007 e 2023. O levantamento dessas características demográficas — como série escolar, sexo e raça — e também relacionou o sono a 15 comportamentos de saúde, incluindo uso de mídias sociais, bullying, sintomas de saúde mental, além do consumo de cigarros e álcool.
Para o estudo, sete horas de sono foram consideradas insuficientes, e cinco horas ou menos, como sono muito curto.
Aumento da privação de sono
Os resultados mostram que, em 16 anos, o percentual de adolescentes que dormem subiu pouco de 68,9% para 76,8% nos Estados Unidos. Já o número de jovens que dormem passou muito pouco de 15,8% para 23%. O estudo também concorda que a privação de sono é mais comum entre estudantes que apresentam sintomas depressivos ou mentais suicidas.
Consequências negativas para a saúde
O sono de qualidade é essencial para o funcionamento adequado do organismo, incluindo acessórios de tecidos, eliminação de toxinas e fortalecimento do sistema imunológico, além de ser fundamental para a saúde cerebral.
Especialistas alertam para as graves consequências da privação de sono a longo prazo. Os adolescentes devem dormir entre oito e dez horas por noite, com ciclos completos, incluindo a fase REM (movimento rápido dos olhos), considerada a mais ativa do sono.
A falta de sono pode resultar em problemas cognitivos, como dificuldade na tomada de decisões, controle de impulsos e processamento emocional. Entre as consequências estão:
- Déficit de atenção e dificuldade de aprendizagem;
- Oscilações de humor, maior irritabilidade e sintomas de ansiedade ou depressão;
- Obesidade e distúrbios metabólicos devido à desregulação das sensações de fome e saciedade.
Possessão
Os pesquisadores sugerem que as intervenções, como o adiamento do início das aulas, podem contribuir para o aumento do tempo de sono. Além disso, uma maior duração do sono está associada a benefícios adicionais, como melhor desempenho acadêmico e saúde mental aprimorada.
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