Vida e Saúde
Dermatilomania: entenda o transtorno enfrentado pela filha de Flávia Alessandra
Relato de Giulia Costa traz à tona o transtorno e amplia o debate sobre saúde mental nas redes sociais
Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra, revelou recentemente ter sido diagnosticada com dermatilomania, um transtorno psicológico que leva a pessoa a cutucar, apertar ou ferir repetidamente a própria pele. O relato da jovem trouxe visibilidade ao tema nas redes sociais, despertando dúvidas e ampliando o debate sobre saúde mental.
O que é dermatilomania?
Conhecida também como transtorno de escoriação, a dermatilomania é caracterizada pelo impulso recorrente de manipular a própria pele, causando lesões, mesmo após tentativas de interromper o comportamento. O ato geralmente é antecedido por tensão, ansiedade ou pela percepção de "imperfeições" na pele, seguido por um alívio temporário — o que reforça o ciclo do transtorno.
Consequências do transtorno
Além de provocar lesões, manchas e possíveis infecções, a dermatilomania pode gerar sentimentos de vergonha, culpa e baixa autoestima. Muitas pessoas acabam evitando sair de casa, usar determinadas roupas ou se expor socialmente devido às marcas no corpo ou no rosto.
Há tratamento?
De acordo com a psicóloga Alice Araujo, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, "a dermatilomania não é uma escolha nem falta de força de vontade. Trata-se de um comportamento ligado a fatores emocionais e que necessita de tratamento".
A psicoterapia auxilia na identificação de gatilhos, no desenvolvimento de estratégias para controlar o impulso e na modificação de padrões de pensamento e comportamento. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico e dermatológico também pode ser necessário.
Alice destaca que falar sobre o tema contribui para reduzir o estigma, lembrando que transtornos emocionais podem afetar qualquer pessoa — e que buscar apoio profissional é um gesto de cuidado.
Ao compartilhar sua experiência, Giulia Costa ajuda a ampliar a conscientização e incentiva outras pessoas a procurarem ajuda profissional, ressaltando que o tratamento adequado pode promover mudanças significativas na saúde emocional e física.
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