Vida e Saúde
Dermatilomania: entenda o transtorno enfrentado por Giulia Costa, filha de Flávia Alessandra
Segundo a influenciadora, controlar a condição é a parte mais difícil
Em janeiro deste ano, Giulia Costa, 25 anos, filha da atriz Flávia Alessandra, tornou público o diagnóstico de dermatilomania, um transtorno psiquiátrico caracterizado pelo impulso de coçar ou machucar a própria pele, o que pode resultar em feridas e cicatrizes.
De acordo com especialistas, a dermatilomania é mais comum do que se imagina e costuma estar associada a quadros de ansiedade, estresse e transtornos compulsivos. O comportamento não está ligado à estética ou vaidade, mas sim a um impulso difícil de controlar, funcionando como uma tentativa inconsciente de aliviar a tensão emocional.
Quando revelou o diagnóstico, Giulia relatou que, apesar de viver um momento positivo externamente, sentia-se emocionalmente abalada. Segundo ela, a ansiedade manifestou-se de forma intensa, levando a ferimentos profundos nas mãos durante as crises. "A ansiedade atacou como poucas vezes e eu machuquei toda a minha mão", contou.
Médicos alertam que muitas pessoas convivem com a condição sem diagnóstico, pois tendem a minimizar os sintomas ou sentem vergonha de buscar ajuda.
"A pele acaba se tornando uma válvula de escape. Não é uma escolha racional, é um comportamento compulsivo ligado ao sofrimento psíquico", explica a dermatologista Denise Ozores em entrevista à revista Ela.
Características e sinais
Entre os principais sinais da dermatilomania está o ferimento na pele, muitas vezes focado em acne, cascas de feridas ou supostas imperfeições. Além dos dedos, quem sofre pode utilizar pinças, agulhas ou tesouras.
O comportamento pode ocorrer de forma automática ou consciente, geralmente em momentos de ansiedade ou tédio, resultando em feridas, sangramentos, infecções e cicatrizes. As regiões mais afetadas costumam ser rosto, braços, pernas, costas e couro cabeludo.
Tratamento
Pessoas com dermatilomania costumam sentir vergonha, culpa e, muitas vezes, acabam se isolando socialmente. O tratamento pode envolver:
Psicoterapia: a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia de Reversão de Hábitos são consideradas as abordagens mais eficazes para identificar gatilhos e modificar o comportamento.
Medicação: medicamentos para controle de ansiedade ou depressão podem ser indicados para tratar as causas subjacentes.
Estratégias de autocuidado: manter as unhas curtas, utilizar curativos e manter as mãos ocupadas com atividades manuais, como cozinhar ou tricotar.
Embora crônica, a dermatilomania pode ser gerenciada com acompanhamento profissional, promovendo a cicatrização física e o bem-estar emocional.
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