Vida e Saúde

Mal de Alzheimer: os primeiros sinais, as consequências e os cuidados necessários

Redação 16/02/2026
Mal de Alzheimer: os primeiros sinais, as consequências e os cuidados necessários
Mal de Alzheimer: os primeiros sinais, as consequências e os cuidados necessários

O Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, o comportamento e a capacidade funcional do indivíduo. Trata-se da forma mais comum de demência no mundo e representa um desafio crescente para famílias, sistemas de saúde e políticas públicas, especialmente diante do envelhecimento da população brasileira.


O que é o Alzheimer?


O Alzheimer provoca a morte gradual das células cerebrais, comprometendo funções cognitivas como memória, raciocínio, linguagem e orientação espacial. A doença evolui lentamente e, na maioria dos casos, os primeiros sinais são sutis, o que dificulta o diagnóstico precoce.


Idade mais comum


A doença atinge, sobretudo, pessoas acima dos 65 anos. O risco aumenta com a idade:

Entre 65 e 74 anos: risco moderado


Acima de 75 anos: risco significativamente maior

Após os 85 anos: prevalência elevada

Existe também o Alzheimer de início precoce, mais raro, que pode surgir entre 40 e 60 anos, muitas vezes associado a fatores genéticos.


Sintomas iniciais
Os primeiros sinais costumam ser confundidos com “esquecimentos normais” da idade.

No entanto, é preciso atenção quando ocorrem:
Esquecimento frequente de fatos recentes

Dificuldade para lembrar compromissos ou conversas


Repetição de perguntas

Perda de objetos com frequência

Dificuldade em planejar ou resolver problemas simples

Desorientação no tempo e no espaço

Mudanças sutis de humor ou personalidade

A diferença entre o envelhecimento natural e o Alzheimer está na frequência, intensidade e impacto desses esquecimentos na rotina.


Evolução e consequências

Com o avanço da doença, os sintomas tornam-se mais evidentes:

Dificuldade para reconhecer familiares

Problemas na fala e na compreensão

Alterações comportamentais (agitação, agressividade, apatia)

Dependência para atividades básicas (banho, alimentação, vestuário)


Perda da mobilidade em fases avançadas

O Alzheimer não afeta apenas o paciente. A família também sofre impactos emocionais, físicos e financeiros significativos, já que a doença exige cuidados contínuos e, muitas vezes, integrais.


Existe cura?


Atualmente, o Alzheimer não tem cura. Porém, há medicamentos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente.


O acompanhamento deve ser feito por neurologista ou geriatra.


Como cuidar de quem tem Alzheimer

O cuidado exige paciência, estrutura e planejamento.

Algumas orientações fundamentais:

1. Estimulação cognitiva

Jogos de memória
Leitura
Música
Conversas frequentes

2. Ambiente seguro


Evitar tapetes soltos


Instalar barras de apoio

Manter boa iluminação

Trancar portas e portões se houver risco de fuga

Rotina estruturada

Horários fixos para refeições e medicamentos

Manutenção de hábitos conhecidos

Apoio emocional

Evitar confrontos

Falar com calma

Demonstrar afeto


Cuidado com o cuidador

Muitos familiares desenvolvem exaustão física e emocional. É essencial dividir responsabilidades e buscar apoio psicológico quando necessário.


Prevenção é possível?


Não há garantia de prevenção, mas hábitos saudáveis podem reduzir o risco:

Alimentação equilibrada

Atividade física regular

Controle de hipertensão e diabetes

Estímulo intelectual constante


Vida social ativa

Um desafio crescente no Brasil

Com o aumento da expectativa de vida, o Alzheimer tende a se tornar um dos principais desafios de saúde pública. O envelhecimento populacional exige políticas voltadas para diagnóstico precoce, assistência especializada e suporte às famílias.

O debate sobre o Alzheimer precisa sair do silêncio doméstico e ganhar espaço nas políticas públicas, nas campanhas educativas e nas discussões sociais. Informar é o primeiro passo para acolher e cuidar melhor.