Vida e Saúde
Almas gêmeas não existem? Estudo aponta que maioria se apaixona ao menos duas vezes
Pesquisa do Instituto Kinsey ouviu mais de 10 mil solteiros sobre experiências com o 'amor apaixonado'
Esqueça os clichês dos filmes de comédia romântica centrados em um único casal. Um novo estudo conduzido pelo Instituto Kinsey revelou que a maioria das pessoas se apaixona pelo menos duas vezes ao longo da vida. A pesquisa entrevistou mais de 10.000 solteiros sobre suas experiências com o chamado “amor apaixonado” e constatou que quase um terço declarou ter se apaixonado duas vezes, enquanto 11% afirmaram ter vivido essa experiência quatro ou mais vezes.
No entanto, para 14% dos entrevistados, a notícia não foi tão positiva: eles disseram nunca ter experimentado o amor apaixonado.
“As pessoas falam sobre se apaixonar o tempo todo, mas este é o primeiro estudo a realmente perguntar quantas vezes isso acontece ao longo da vida”, explicou Amanda Gesselman, autora principal do estudo.
Segundo os pesquisadores, para a maioria das pessoas, o amor apaixonado ocorre apenas algumas vezes durante toda a vida. Contudo, ainda se sabe pouco sobre a frequência com que as pessoas vivenciam esse sentimento ou como ela varia conforme características demográficas.
“Se o amor apaixonado é um elemento fundamental do desenvolvimento romântico, que por sua vez influencia positivamente o bem-estar mental e físico, é importante compreender quem o vivencia e com que frequência”, escreveram os autores na publicação do estudo na revista Interpersona.
Como foi feito o estudo
Para responder essas questões, os pesquisadores recrutaram 10.036 adultos solteiros, com idades entre 18 e 99 anos. Os participantes responderam à pergunta: “Ao longo da sua vida, quantas vezes você se apaixonou perdidamente?”
Os resultados mostraram que 14,2% das pessoas nunca haviam se apaixonado, 27,8% experimentaram o sentimento uma vez, 30,3% duas vezes, 16,8% três vezes e 10,9% quatro ou mais vezes.
“Os participantes mais velhos relataram experiências amorosas ligeiramente mais intensas do que os mais jovens”, relataram os pesquisadores.
A pesquisa também reforça que, ao contrário do que diz o senso comum, a maioria das pessoas não encontra uma única alma gêmea, mas sim várias pessoas para amar ao longo da vida.
Outro estudo: fatores que influenciam a solteirice
O levantamento do Instituto Kinsey foi divulgado pouco depois de outro estudo apontar os principais fatores que contribuem para a permanência na solteirice. Segundo especialistas da Universidade de Zurique, pessoas com níveis de escolaridade mais elevados, que moram com os pais ou que são do sexo masculino têm maior probabilidade de permanecer solteiras.
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