Vida e Saúde
Mulher morre após nadar em piscina de academia; veja sinais de risco na água
Segundo a polícia, principal suspeita é de intoxicação após vítima ter inalado uma mistura de produtos químicos usados para limpar a piscina
Uma mulher de 27 anos morreu no último sábado após participar de uma aula de natação em uma academia no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. O marido dela foi internado em estado grave. Ambos notaram odor e gosto anormais na água da piscina e, logo após a atividade, começaram a passar mal, sendo encaminhados ao Hospital Santa Helena, em Santo André. A mulher sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.
A academia foi interditada no domingo por não possuir alvará de funcionamento. De acordo com a polícia, a principal suspeita é de intoxicação causada pela inalação de uma mistura de produtos químicos utilizados na limpeza da piscina. Um balde com 20 litros da substância foi apreendido no local e será periciado. Outros frequentadores da piscina também relataram mal-estar.
O médico clínico Niklas Söderberg, do Hospital Ipiranga, gerido pelo Einstein, ressalta que é necessário aguardar o resultado das investigações para determinar a causa exata da morte. No entanto, ele alerta para os riscos de misturas inadequadas de produtos químicos em piscinas:
“O cloro é seguro quando utilizado na dosagem correta e sob controle técnico. O perigo está no excesso, na diluição errada, aplicação inadequada e na mistura com outros produtos. O maior risco é a intoxicação por gases, especialmente gás cloro e cloraminas, que podem se formar em altas concentrações ou ao reagir com outros compostos, agravando-se em ambientes pouco ventilados”, explica.
Segundo o médico, misturar cloro com ácidos, como o ácido muriático usado para ajustar o pH, ou outros saneantes, pode liberar gases irritantes em grandes quantidades, causando tosse intensa, falta de ar, espasmos brônquicos e, em casos graves, falência respiratória com necessidade de UTI.
“A aplicação direta de cloro sem diluição adequada ou a supercloração pode irritar pele, olhos e vias aéreas e, em concentrações muito altas, causar queimaduras químicas”, complementa.
Quando a intoxicação ocorre por inalação de gases tóxicos em ambientes fechados, os sintomas costumam iniciar com irritação respiratória significativa, como ardor no nariz e garganta, tosse persistente, chiado, sensação de aperto no peito, falta de ar e lacrimejamento.
Entre os sinais de alerta de que a água da piscina pode estar inadequada, Söderberg destaca cheiro muito forte, ardência intensa nos olhos, irritação na garganta e tosse, sensação de “ar pesado” ou dificuldade para respirar, além de água turva ou com espuma incomum, indicando possível desequilíbrio no tratamento.
“Se alguém começar a passar mal após relatar esses sintomas, deve ser retirado imediatamente do local e levado para um ambiente ventilado. Em casos de falta de ar, chiado, desmaio, vômitos persistentes ou confusão, é fundamental acionar o serviço de emergência. É importante retirar todas as pessoas do local e chamar uma equipe especializada”, orienta o médico.
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