Vida e Saúde
Bangladesh registra morte por vírus Nipah após alerta na Índia
Paciente não tinha histórico de viagem; OMS monitora contatos e diz que risco segue baixo, mas países reforçam controles
Autoridades de saúde de Bangladesh confirmaram nesta segunda-feira a morte de uma paciente infectada pelo vírus Nipah no norte do país, aumentando o estado de alerta na região após casos recentes registrados na Índia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que todas as 35 pessoas que tiveram contato próximo com a paciente foram monitoradas e testaram negativo até o momento.
Detalhes do caso:
Segundo informações do jornal inglês Daily Mail, a vítima, com idade entre 40 e 50 anos, apresentou febre e sintomas neurológicos em 21 de janeiro, incluindo dor de cabeça, cãibras musculares, perda de apetite e vômitos. O quadro evoluiu rapidamente para confusão mental, hipersalivação e convulsões. Ela foi internada em 27 de janeiro, perdeu a consciência e faleceu no dia seguinte. Exames laboratoriais confirmaram a infecção pelo Nipah.
De acordo com autoridades locais, a paciente não havia viajado recentemente, mas consumiu repetidamente seiva de tâmara crua nas semanas anteriores — prática associada à transmissão do vírus, que pode ocorrer por contato com frutas ou líquidos contaminados por saliva ou fezes de morcegos frugívoros.
O caso surge poucos dias após a Índia confirmar infecções pelo vírus no estado de Bengala Ocidental, o que levou à intensificação das medidas de vigilância. Países vizinhos, como Malásia, Tailândia, Indonésia e Paquistão, passaram a adotar triagens e verificações de temperatura em aeroportos.
Órgãos de saúde do Reino Unido emitiram orientações a viajantes, ressaltando que o risco para a população geral permanece baixo, mas recomendam atenção especial a áreas com circulação do vírus.
Sobre o vírus Nipah:
O Nipah é uma doença infecciosa rara e grave, com taxa de letalidade estimada entre 40% e 75%. Sobreviventes podem apresentar sequelas neurológicas duradouras, como convulsões persistentes e alterações de personalidade. Em situações raras, o vírus pode permanecer latente e reativar-se meses ou anos após a infecção inicial.
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