Vida e Saúde
Fiocruz alerta para riscos de aumento de infecções durante o carnaval
Pesquisadora Tatiana Portella recomenda que pessoas com sintomas gripais evitem sair de casa e priorizem o repouso
Em nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (5), pesquisadores destacam os cuidados necessários para o período do carnaval, diante do aumento de infecções respiratórias. De acordo com o monitoramento, os estados do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia registram incidência elevada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e tendência de crescimento nas últimas semanas.
Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, orienta que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam, preferencialmente, em casa, em repouso. Caso optem por participar dos festejos carnavalescos mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar máscara de boa qualidade e priorizar ambientes bem ventilados, reduzindo as chances de transmissão do vírus.
No Acre e no Amazonas, o estudo aponta que o aumento de SRAG é impulsionado principalmente pela influenza A, afetando idosos, jovens e adultos. O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável pela elevação dos casos em crianças pequenas.
Em Roraima, o crescimento dos casos de SRAG ocorre principalmente entre crianças pequenas, enquanto em Rondônia o aumento é mais expressivo entre idosos. No entanto, segundo Portella, ainda não há dados laboratoriais suficientes nesses estados para identificar com precisão o agente causador desse crescimento.
Diante do cenário de alta de casos de influenza A no Norte do país, Tatiana ressalta que é fundamental que grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — busquem a vacinação contra o vírus o quanto antes.
Com a proximidade do período sazonal do VSR, a pesquisadora destaca ainda a importância de gestantes a partir da 28ª semana se vacinarem, assegurando proteção aos recém-nascidos contra o vírus após o parto.
No restante do país, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue em queda, reflexo da baixa circulação de diversos vírus respiratórios, entre eles influenza A, Covid-19 e VSR.
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