Vida e Saúde

Você é um NOLT? Entenda a tendência dos 60+ que rejeitam o rótulo de ‘idosos’

Movimento que nasceu nas redes sociais propõe uma nova forma de vida para essas pessoas, removendo os estereótipos sobre envelhecimento

Agência O Globo - 04/02/2026
Você é um NOLT? Entenda a tendência dos 60+ que rejeitam o rótulo de ‘idosos’
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma nova tendência tem ganhado força entre pessoas com 60 anos ou mais: nada de serem chamados de idosos ou integrantes da terceira idade. Agora, muitos preferem o termo NOLT, sigla em inglês para New Older Living Trend (Nova Tendência de Vida Mais Velha, em tradução livre). O conceito busca afastar os estereótipos do envelhecimento e propor uma forma mais ativa e autônoma de viver essa fase.

Ao contrário das imagens tradicionais de aposentados em casa, solitários e dedicados a passatempos como palavras cruzadas ou crochê, os NOLT’s rejeitam esses rótulos. Eles não se identificam com expressões como “melhor idade” ou “terceira idade” e defendem o direito de permanecerem ativos, visíveis e protagonistas de suas próprias histórias.

O termo surgiu nas redes sociais e está associado a valores como protagonismo na maturidade, produtividade e reinvenção. Os adeptos buscam estudar, viajar, aprender novas línguas ou tecnologias, mudar de carreira e criar novos projetos, mostrando que a idade é apenas um número e não define como devem viver.

Apesar do entusiasmo, há críticas ao movimento. Especialistas apontam que a ideia pode criar um padrão estético do “velho jovem” e, em contextos de desigualdade, invisibilizar a velhice real ou impor uma pressão excessiva por produtividade.

Os NOLT’s não negam o avanço da idade, mas exigem espaço na sociedade, recusando a invisibilidade e a exclusão precoce da vida pública e social. O movimento não se trata de “recomeçar a vida”, mas de dar continuidade a projetos e relações, de forma lúcida e autônoma, sem simular a juventude.

A discussão sobre o NOLT ganha relevância em um cenário de envelhecimento populacional acelerado. Segundo projeções do IBGE, até 2060, um em cada quatro brasileiros será idoso, passando dos atuais 9,2% para 25,5% da população.