Vida e Saúde
Será que certos alimentos podem prevenir o câncer de estômago?
A maioria dos casos desse tipo de tumor é genético, mas a alimentação também pode impactar no risco
Será que a sua alimentação pode ajudar a prevenir o câncer de estômago?
Entenda:
A psicologia responde:
— A maioria dos casos de câncer de estômago ocorre esporadicamente e é puramente uma questão de azar — afirma Sharon Shiraga, médica cirurgiã do trato gastrointestinal superior da Keck Medicine da Universidade do Sul da Califórnia (USC).
Embora não exista uma solução mágica para evitar o câncer de estômago, suas escolhas alimentares diárias, combinadas com outros hábitos de vida saudáveis, podem ajudar a reduzir o risco, de acordo com informações da USC.
Alimentos para reduzir o risco de câncer de estômago
Embora a genética seja o fator que mais influencia o risco de câncer, os alimentos que você consome podem ter um efeito cumulativo na saúde do seu estômago ao longo do tempo, destaca Shiraga. Assim, mesmo pessoas com maior risco genético de desenvolver câncer de estômago podem reduzir essa probabilidade por meio de mudanças na dieta e no estilo de vida.
Por exemplo, pesquisas com populações asiáticas mostraram que modificar a nutrição pode ajudar a diminuir o risco de câncer de estômago. Em geral, Shiraga recomenda consumir menos alimentos processados e conservados, que geralmente são ricos em açúcar, sal e podem conter nitritos ou nitratos.
— É muito difícil encontrar alimentos processados sem um alto teor de açúcar, sal e substâncias químicas potencialmente nocivas — observa a médica.
Procure consumir mais frutas e verduras. Os compostos antioxidantes presentes nesses alimentos podem oferecer proteção extra contra doenças como o câncer de estômago, explica ela. Ao planejar suas refeições, tente garantir que metade do seu prato seja composta por vegetais.
Quando possível, siga uma dieta mediterrânea, que prioriza alimentos integrais de origem vegetal e gorduras saudáveis. Escolha proteínas de alta qualidade, como carnes magras, peixes e leguminosas. Evite alimentos que sabidamente causam inflamação e consuma menos amidos, incluindo batatas e massas.
O objetivo não é gerar ansiedade em relação a cada escolha alimentar, mas sim "fazer o possível para tomar decisões saudáveis e reduzir o risco geral", afirma Shiraga.
Quando fazer as refeições
A médica recomenda comer porções menores ao longo do dia — como quatro a seis refeições menores — em vez de se limitar a três grandes refeições. Comparado a uma grande refeição, comer porções menores causa menos distensão do estômago e estresse no corpo, permitindo respostas de insulina menores.
Adicione exercícios à sua rotina
O exercício tem um efeito positivo na redução do risco de câncer.
— Tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo e caminhar enquanto trabalha, em momentos de estresse, não equivale a exercício — diz Shiraga.
Em vez disso, você deve se envolver em períodos de exercício que ajudem a aliviar o estresse. E lembre-se, diz ela, 15 minutos de exercício são melhores do que nenhum exercício. A médica também lembra que a obesidade — especialmente o excesso de gordura na região abdominal — pode aumentar o risco de câncer. Esse tipo de gordura, chamada gordura visceral, pode secretar hormônios que aumentam o risco de câncer.
Além do ganho de peso, preste atenção à perda de peso inexplicável, pois pode ser o primeiro sinal de câncer.
Outras práticas saudáveis
Outras coisas a evitar incluem fumar e consumir álcool — particularmente cerveja, que comprovadamente aumenta o risco de câncer de estômago, orienta a médica. Por outro lado, no caso do vinho tinto, pequenas quantidades — um copo pequeno, não uma garrafa — podem ser protetoras.
Outras opções, como tomar óleo de peixe ou suplementos antioxidantes, ou medicamentos anti-inflamatórios como o ibuprofeno, devem ser discutidas com seu médico.
Comece com pequenas mudanças
A melhor defesa contra o câncer de estômago é combinar uma dieta saudável, peso saudável, exercícios físicos e exames preventivos adequados, afirma Shiraga. Fazer essas escolhas é uma ferramenta poderosa para fortalecer a saúde a longo prazo. Comece com pequenas mudanças e vá aumentando gradativamente, aconselha ela.
Por fim, certifique-se de discutir os exames preventivos para câncer de estômago com seu médico. Por exemplo, se você tem histórico familiar de câncer de estômago, converse com a família sobre a possibilidade de iniciar o rastreamento por endoscopia digestiva alta aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico de câncer de estômago da pessoa mais jovem da sua família.
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