Vida e Saúde
Ozonioterapia: entenda o tratamento adotado por Zé Felipe
Terapia é autorizada por lei e pelo CFM para algumas indicações, mas especialistas alertam para falta de comprovação científica
O cantor Zé Felipe, 27 anos, revelou na última sexta-feira (23) que faz uso da ozonioterapia. Em vídeo publicado nas redes sociais, o artista contou estar acostumado a receber a terapia por via intravenosa, mas que, desta vez, o médico sugeriu a aplicação via retal. Diante da situação, Zé Felipe brincou dizendo que iria ao banheiro e acabou "fugindo" do procedimento.
A ozonioterapia é uma prática antiga que utiliza o gás ozônio, conhecido por suas propriedades oxidantes e bactericidas, em procedimentos terapêuticos. O tratamento consiste em misturar ozônio com oxigênio, aplicando a combinação de diferentes formas no paciente.
Em teoria, a aplicação poderia melhorar a oxigenação dos tecidos e fortalecer o sistema imunológico. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS MS), as formas de aplicação variam conforme o objetivo terapêutico, podendo ser cutânea (na pele), bucal, retal, subcutânea e até por auto-hemoterapia — quando o sangue do paciente é misturado ao ozônio e reinjetado.
No entanto, entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB), a Academia Nacional de Medicina (ANM) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmam que os benefícios da ozonioterapia ainda não têm comprovação científica robusta.
Apesar das controvérsias, uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 autorizou profissionais de saúde a utilizarem a ozonioterapia como tratamento complementar. Em 2025, o CFM também permitiu a prática para diversos tratamentos no Brasil.
De acordo com a resolução 2.445/2025, a ozonioterapia está autorizada de forma tópica para feridas infecciosas agudas e úlceras venosas crônicas, arteriais isquêmicas e lesões decorrentes do pé diabético. A aplicação injetável pode ser utilizada como terapia adjuvante para osteoartrite de joelho e dor lombar causada por hérnia de disco. A Anvisa, por sua vez, permite a regularização de equipamentos de ozonioterapia apenas para as áreas odontológica e estética, ressaltando a ausência de evidências para outros usos e alertando para possíveis infrações sanitárias.
Nas redes sociais e em clínicas privadas, a ozonioterapia é frequentemente anunciada com promessas que vão desde o tratamento de câncer até questões de reprodução, dores crônicas, infecção por HIV, diabetes e diversas outras doenças, apesar da falta de consenso científico sobre sua eficácia nessas condições.
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