Vida e Saúde

Neta de Carlos Alberto de Nóbrega: entenda por que os casos de câncer de mama são cada vez mais comuns em mulheres jovens

Bruna Furlan, de 24 anos, foi diagnosticada com carcinoma mamário invasivo não especial

Agência O Globo - 08/01/2026
Neta de Carlos Alberto de Nóbrega: entenda por que os casos de câncer de mama são cada vez mais comuns em mulheres jovens
Carlos Alberto de Nóbrega - Foto: Reprodução

Bruna Furlan, de 24 anos, neta do apresentador e humorista Carlos Alberto de Nóbrega, revelou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que foi diagnosticada com câncer de mama. O tipo identificado foi o carcinoma mamário invasivo não especial, considerado o mais frequente entre os tumores mamários.

Segundo Bruna, o tratamento terá início imediato e incluirá quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

“Infelizmente, estou com metástase. Decidi tornar isso público porque, ao longo dessa trajetória, descobri que o câncer de mama tem crescido entre mulheres mais jovens, e isso me chocou muito”, relatou Bruna.

Dados do Instituto do Câncer apontam que o número de casos em mulheres jovens cresce de forma preocupante desde 2009. Naquele ano, 7,9% dos diagnósticos eram em mulheres com menos de 40 anos. Em 2020, esse percentual saltou para 21,8%, um aumento de 14,8 pontos percentuais.

Outro estudo nacional, realizado entre 2016 e 2018 com cerca de 3 mil mulheres, mostrou que 43% dos casos de câncer de mama ocorreram em mulheres abaixo dos 50 anos, sendo 17% em pacientes com até 40 anos.

Especialistas apontam dois fatores principais para esse aumento: mudanças no estilo de vida — como maternidade tardia, maior prevalência de sobrepeso, hábitos alimentares inadequados e sedentarismo — e o aprimoramento dos métodos diagnósticos, que permitem detectar tumores cada vez mais cedo.

O principal sinal de alerta continua sendo a identificação de nódulos ou caroços por meio do exame de toque. Outros sintomas incluem vazamento de líquido, alterações, retração ou aumento do tamanho das mamas. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%.

No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres, representando 10,5% de todos os diagnósticos. Mundialmente, a doença atinge 2,3 milhões de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia em mulheres a partir dos 50 anos, a cada dois anos. Dependendo do estágio da doença e do tipo de tumor, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.