Vida e Saúde
Comer nozes entre as refeições reduz a vontade de consumir doces e fast food, diz estudo
Trabalho foi publicado na revista científica Nutrients
As nozes são conhecidas por conterem ômega-3 e antioxidantes, benéficos para a saúde cardiovascular e cerebral, e também podem ser ótimas aliadas na incorporação de uma mais balanceada. De acordo com um novo estudo, a substituição de lanches típicos ricos em carboidratos por nozes (entre as refeições) reduz os desejos por comidas como doces e fast food.
Para a pesquisa, os participantes com idades entre 22 e 36 anos receberam lanches à base de nozes ou ricos em carboidratos duas vezes ao dia, durante quatro meses.
Os snacks de frutos secos consistiam em uma mistura de 33,5 gramas de amêndoas sem sal, nozes pecãs, nozes de macadâmia, avelãs, pistaches e castanhas de caju; os itens ricos em carboidratos foram pretzels sem sal, biscoitos graham e barras tipo granola com valores energéticos, proteicos, de fibras e de sódio equivalentes.
Como resultado, segundo o trabalho publicado na revista científica Nutrients, o grupo que consumiu nozes relatou reduções nos desejos por alimentos. As pontuações, avaliadas por um questionário feito pelos pesquisadores e respondido pelos participantes, diminuíram para biscoitos, brownies, donuts, doces, sorvete, batatas fritas e pizza.
A preferência pelo sabor doce também diminuiu entre os participantes que consumiam nozes e antes haviam relatado preferência por comidas doces. O comportamento seguiu o desejo: o grupo que consumia nozes reduziu a frequência semanal de sobremesas congeladas e salgadinhos e aumentou a quantidade de porções com maior teor de proteína, incluindo frutos do mar e proteínas vegetais. E o peso corporal desse grupo seguiu estável.
Por outro lado, apenas uma mudança dietética notável ocorreu no grupo com alto consumo de carboidratos: uma diminuição no consumo de frutas. Além disso, o grupo dos carboidratos ganhou aproximadamente 0,78 kg, além de apresentar uma tendência a maior fome e menor sensação de saciedade.
Os níveis de glicose e insulina em jejum permaneceram inalterados em ambos os grupos ao longo de 16 semanas, indicando que as alterações no apetite e na qualidade alimentar ocorreram sem mudanças de curto prazo na glicemia.
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