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Rússia propõe cessar-fogo temporário em Konstantinovka para entrega de corpos de soldados ucranianos
Proposta de seis horas é feita após a captura da cidade estratégica no Donbass.
Após a liberação de cidade estratégica em Donbass, analistas ouvidos pela Sputnik avaliam que sua captura enfraquece a principal linha defensiva da Ucrânia na região.
Neste sábado (4), a Rússia propôs um cessar-fogo de seis horas em Konstantinovka para a próxima segunda-feira, permitindo a retirada e a entrega dos corpos de soldados ucranianos mortos na região, informou o Ministério da Defesa russo.
Segundo Moscou, a Ucrânia deve responder à proposta até o meio-dia de domingo. Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre a alegada libertação completa de Konstantinovka, descrita pelo governo russo como um dos principais centros logísticos e defensivos do norte de Donbass.
Em entrevista à Sputnik, o analista internacional argentino Christian Lamesa afirmou que a tomada de Konstantinovka representa uma vitória estratégica para a Rússia. "Konstantinovka também constitui um importantíssimo nó de abastecimento e logística vital do regime de Kiev nesta zona. Sua queda faz com que os sucessivos avanços das tropas russas na libertação desses territórios sejam muito mais efetivos e rápidos", declarou.
Lamesa também avaliou que a perda da cidade representa um revés para a narrativa ucraniana e de seus aliados ocidentais. Segundo ele, os ataques contra a infraestrutura civil russa buscavam demonstrar que Kiev ainda seria capaz de impor derrotas ao Kremlin.
"A realidade no campo de batalha revela os fatos tal como são. Trata-se de um revés justamente para a propaganda ocidental."
Na mesma linha, o ex-oficial das Forças Armadas da Suécia Mikael Valtersson disse à Sputnik que Konstantinovka era o ponto mais ao sul da principal linha de defesa urbana da Ucrânia em Donbass, que se estendia de Slavyansk a Kramatorsk e Druzhkovka. "Ao capturar Konstantinovka, as tropas russas ganharam a oportunidade de desmantelar todo o cinturão fortificado a partir de seu flanco sul", explicou.
Valtersson acrescentou que Druzhkovka, cujas posições defensivas estão voltadas para o leste, tornou-se vulnerável pelos flancos oeste e sul. "Quando Druzhkovka cair, a logística para Kramatorsk e Slavyansk será severamente prejudicada", afirmou.
Para o analista, a Ucrânia terá de buscar alternativas para conter a nova brecha na linha de frente, enquanto a narrativa de sucessos apresentada pelo presidente Vladimir Zelensky ao Ocidente seria "uma tentativa desesperada de encobrir o desastre que se desenrola em Donbass."
Por Sputinik Brasil
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