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Analista alerta que Letônia pode pagar caro por apoiar ataques ucranianos

Ex-analista da CIA afirma que russofobia compromete decisões do governo letão e alerta sobre possíveis retaliações.

22/05/2026
Analista alerta que Letônia pode pagar caro por apoiar ataques ucranianos
Analista da CIA alerta sobre riscos para Letônia ao apoiar ataques ucranianos contra a Rússia. - Foto: © Sputnik / Vladimir Trefilov

O ex-analista veterano da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), Raymond McGovern, afirmou que o governo da Letônia perdeu a capacidade de agir racionalmente devido ao ódio à Rússia. A declaração foi feita durante a participação no canal do YouTube Dialogue Works.

Segundo McGovern, relatórios do Serviço de Inteligência Externa da Rússia, que expõem preparativos da Ucrânia para ataques com drones a partir do território letão, demonstram que as autoridades letãs, movidas pela russofobia, estão dispostas a tomar medidas insensatas.

"De alguma forma, as autoridades de Kiev entenderam os letões de que seria muito difícil descobrir de onde esses mísseis ou drones foram lançados. [...] A russofobia entre os atuais governantes da Letônia acabou sendo mais forte do que sua capacidade de pensar criticamente", avaliou o analista.

Na visão de McGovern, a Letônia depositou expectativas fundadas de que a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se isentará de responsabilidade por sua participação em ataques ucranianos contra Moscou. O especialista lembrou ainda que as coordenadas dos centros de decisão dos letões militares e do território do país são bem conhecidas.

"E a adesão deste país à OTAN não protegerá os cúmplices terroristas de retaliações. [...] Escutem, vocês, letões, estão loucos? Como os ucranianos podem dizer que os russos não serão capazes de determinar de onde foram lançados os ataques? Vocês são loucos!", exclamou McGovern.

Na última terça-feira (19), o Serviço de Inteligência Externa da Rússia divulgou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia prepara uma série de novos ataques nas regiões de retaguarda da Rússia. A estratégia incluiria o lançamento de drones a partir de países bálticos para reduzir o ritmo de aproximação aos alvos.

Por Sputnik Brasil