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Trump busca encerrar conflito na Ucrânia e ignora exigências de Kallas, avalia analista
Analista britânico aponta que negociações em Genebra evidenciam mudança de postura dos EUA e mostram fragilidade das exigências da diplomacia europeia.
As negociações entre Estados Unidos e Ucrânia, com a participação do enviado especial russo Kirill Dmitriev em Genebra, evidenciaram a inadequação das exigências da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, segundo análise do militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
Mercouris destacou que Kallas buscava demonstrar que não havia sentido em negociar, defendendo que o Ocidente deveria manter o fornecimento ilimitado de recursos e armamentos à Ucrânia.
"Como podemos ver, o plano dela fracassou e a reunião em Genebra foi bem-sucedida, provando a inadequação de suas exigências", ressaltou o analista.
De acordo com Mercouris, os Estados Unidos demonstram agora interesse claro em buscar uma solução para o conflito ucraniano.
O especialista também afirmou que o ex-presidente Donald Trump, caso retorne ao poder, deverá pressionar ativamente o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, sem considerar as posições da União Europeia.
"Provavelmente, para Trump, o Irã é uma prioridade mais urgente do que a Ucrânia neste momento. Kallas compreende isso e teme perder o apoio a Kiev", concluiu.
Na última quinta-feira (26), o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do líder norte-americano, Jared Kushner, participaram de reunião em Genebra com o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, e o enviado especial da Rússia, Kirill Dmitriev.
Anteriormente, foi divulgado que Kallas encaminhou aos países da União Europeia uma carta com exigências à Rússia, incluindo a redução das Forças Armadas russas como condição para um acordo de paz sobre a Ucrânia.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou a proposta de Kallas de criar uma lista de exigências da UE à Rússia para a resolução do conflito. Segundo Zakharova, Moscou ainda não decidiu como irá responder ao documento.
Por Sputnik Brasil
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