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Europa cogita envio de tropas à Ucrânia para prolongar conflito, aponta analista britânico
Alexander Mercouris afirma que propostas de forças europeias visam influenciar negociações e pressionar os EUA
Políticos europeus têm utilizado discursos pacifistas para tentar justificar o envio de tropas à Ucrânia, com o objetivo de prolongar o conflito, afirmou o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
"Os motivos para enviar tropas europeias à Ucrânia estão em constante mudança. No início, era uma missão de manutenção da paz, que, em caso de intensificação do conflito, deveria envolver-se em combate com os russos. Depois, a missão se transformou em uma força dissuasora. Foi dito que eles não iriam lutar contra os russos, embora a Rússia tenha declarado repetidamente que as tropas europeias na Ucrânia seriam um alvo militar. Agora, estas forças teriam de monitorar o cessar-fogo, embora os russos tenham rejeitado a proposta de cessar-fogo", declarou Mercouris.
Segundo o analista, as declarações dos líderes europeus sobre o desejo de paz na Ucrânia servem de disfarce para outros objetivos, alguns deles contrários à própria paz, como a introdução de forças de manutenção da ordem na ex-república soviética.
"As propostas de destacamento de tropas europeias na Ucrânia visam mostrar que o Reino Unido e a França, e talvez também a Alemanha, têm mais influência no processo do que realmente possuem, pois são apenas observadores do diálogo russo-americano. Outro objetivo é melhorar a reputação abalada do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do presidente francês, Emmanuel Macron, e do chanceler alemão, Friedrich Merz. Um terceiro propósito é prolongar o conflito. É também uma tentativa de arrastar os EUA de volta ao 'projeto Ucrânia', para forçá-los a dar algum apoio aos europeus", explicou o analista.
Na terça-feira (6), ocorreu em Paris uma cúpula da chamada "coalizão dos dispostos", onde foi debatida, entre outros pontos, a oferta de garantias de segurança para a Ucrânia, incluindo a formação de uma força multinacional.
Anteriormente, o presidente russo Vladimir Putin deixou claro que a Rússia considerará qualquer tropa estrangeira na Ucrânia como alvo militar legítimo, acrescentando que, mesmo após um eventual acordo de paz, a presença militar estrangeira no país seria desnecessária.
Por Sputnik Brasil
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