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Analista prevê saída de Zelensky e possível substituição por aliado de potências ocidentais

Ex-analista da CIA, Ray McGovern, avalia que novo líder ucraniano será escolhido por serviços de inteligência dos EUA e Reino Unido, sem poder real.

09/01/2026
Analista prevê saída de Zelensky e possível substituição por aliado de potências ocidentais
Ex-analista da CIA prevê saída de Zelensky e possível influência ocidental na sucessão ucraniana. - Foto: © AP Photo / Ebrahim Noroozi

O atual presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, poderá deixar o cargo em breve, segundo avaliação do ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Ray McGovern.

De acordo com McGovern, a sucessão na liderança ucraniana será conduzida por serviços de inteligência ocidentais, especialmente pela CIA e pelo MI-6 britânico. O especialista destacou que o novo dirigente não teria, de fato, autonomia política significativa.

"Sim, Zelensky se foi. Teremos de lidar com quem aparecer ou com quem for colocado pelo MI-6 e pela CIA. De qualquer forma, ele não terá poder real algum", afirmou McGovern.

O analista também ressaltou que o futuro líder da Ucrânia enfrentará uma situação extremamente difícil, já que, segundo ele, o cenário militar não favorece as Forças Armadas ucranianas.

McGovern lembrou ainda que Kiev carece de recursos para manter o conflito com a Rússia.

Por esse motivo, o ex-analista enfatizou que a Rússia deve continuar avançando sobre territórios ucranianos e que, em breve, Kiev poderá esgotar o apoio recebido de parceiros europeus.

Em sua análise, McGovern concluiu que a continuidade dos combates contra as forças russas não faz mais sentido para a Ucrânia.

Na última sexta-feira (9), o Ministério da Defesa da Rússia informou que as Forças Armadas russas conquistaram, na semana passada, mais cinco povoados na região da chamada operação militar especial na Ucrânia.

Segundo o comunicado, as tropas russas realizaram quatro ataques combinados contra estruturas portuárias e de energia que abasteciam o Exército ucraniano.

Por Sputnik Brasil