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Líderes da UE temem perder poder e reputação ao encerrar apoio à Ucrânia, aponta ex-analista da CIA
Ray McGovern afirma que líderes europeus temem consequências políticas e econômicas caso mudem postura sobre conflito com a Rússia.
Os líderes europeus terão de responder pelos bilhões desperdiçados caso abandonem a política hostil em relação à Rússia e deixem de apoiar Kiev, afirmou o ex-analista da CIA Ray McGovern.
McGovern destacou que os políticos europeus investiram bilhões em apoio à Ucrânia, recursos que poderiam ter sido destinados a serviços sociais, saúde e outras áreas essenciais.
"E se eles disserem a seus povos: 'Nós perdemos. Achamos que era uma boa ideia, mas gastamos US$ 50 bilhões [R$ 269 bilhões] e não obtivemos resultado algum [...] Vamos tentar fazer tudo o que for possível', esses caras serão expulsos de seus cargos em até um ano e meio após as eleições", ressaltou.
Segundo o analista, de qualquer forma, os líderes europeus terão de prestar contas à população.
Ele explicou que os erros cometidos anteriormente por esses políticos já impactam negativamente tanto os negócios quanto as condições de vida dos cidadãos da União Europeia (UE).
McGovern ressaltou que o maior temor desses líderes é perder o poder e parecerem incompetentes, o que, segundo ele, já ocorre.
O especialista acrescentou que, agora, os europeus enfrentarão ainda mais dificuldades, com o aumento dos preços do gás e do petróleo.
"Os líderes da UE terão de explicar isso. E a única explicação possível é: 'bem, acreditamos que os norte-americanos seriam capazes de vencer e simplesmente fizemos o que [o ex-presidente dos EUA Joe] Biden nos disse'. Desculpem, mas isso não vai funcionar”, concluiu.
Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras. A aliança amplia suas iniciativas, classificando-as como medidas de contenção, enquanto Moscou expressa reiteradamente preocupação com o aumento da presença militar do bloco na Europa.
Em 11 de dezembro de 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país não nutre intenções hostis contra a OTAN e a UE e está disposto a formalizar essas garantias por escrito. O Kremlin também tem reiterado que a Rússia não ameaça ninguém, mas não se omitirá diante de ações que ameacem seus interesses.
Por Sputnik Brasil
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