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Rússia lança ataque em larga escala contra complexo militar-industrial ucraniano após ofensiva contra civis
Ministério da Defesa russo afirma ter atingido todos os alvos previstos; ataque ocorre em resposta a ações ucranianas contra civis e inclui infraestruturas militares e energéticas
As Forças Armadas da Rússia realizaram neste sábado (29) um ataque em larga escala com armas de alta precisão e drones contra empresas do complexo militar-industrial e instalações do setor energético da Ucrânia. O Ministério da Defesa russo informou que a ofensiva foi uma resposta a ataques considerados terroristas por parte da Ucrânia contra alvos civis em território russo.
De acordo com o ministério, todos os objetivos da operação foram alcançados e os alvos designados foram atingidos. As tropas russas teriam avançado em posições táticas, ocupado linhas mais vantajosas e mantido o avanço em profundidade na defesa ucraniana. Estima-se que a Ucrânia tenha perdido cerca de 1.255 militares durante a ofensiva.
O relatório também aponta a destruição de um tanque, nove veículos blindados de combate, dez peças de artilharia, duas estações de radar, 12 estações de guerra eletrônica e oito depósitos de munições, equipamentos e combustível pertencentes às forças ucranianas.
Na República Popular de Donetsk, militares russos avançam pela parte leste da cidade e pelo bairro Dinas, além de prosseguir com operações em Rovno (também na DNR). O comunicado destaca que o agrupamento russo teria repelido nove ataques de unidades ucranianas que tentavam romper o cerco.
Além disso, a aviação operacional-tática, drones de ataque e artilharia russa atingiram a infraestrutura de um aeródromo militar, locais de armazenamento e lançamento de drones de longo alcance, e pontos de deslocamento temporário de forças ucranianas e mercenários estrangeiros.
Explosão frustrada contra gasoduto
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou ter impedido uma explosão planejada pela Ucrânia em um gasoduto principal no distrito de Serpukhov, região de Moscou. Segundo o órgão, um cidadão russo foi recrutado para instalar um artefato explosivo improvisado.
O suspeito teria adquirido um automóvel e uma furadeira elétrica sob orientação de um "curador" ucraniano e retirado explosivos de um esconderijo, conforme coordenadas recebidas. Ele foi detido durante a perfuração do local onde pretendia instalar a bomba. Os artefatos estavam disfarçados como cola de montagem.
O executor teria sido recrutado pelos serviços especiais ucranianos em 2024, enquanto estava detido temporariamente na Ucrânia por violação da legislação migratória. Após o recrutamento, foi enviado à Rússia sob a justificativa de deportação.
Lideranças europeias reagem ao conflito
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou neste sábado que políticos europeus temem reconhecer uma eventual derrota no conflito na Ucrânia, pois isso poderia causar um "terremoto" político e levar à renúncia de líderes que não buscaram uma solução antes.
Já o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, antes das negociações entre EUA e Ucrânia sobre o plano do ex-presidente Donald Trump para o acordo ucraniano, ressaltou nas redes sociais que a OTAN foi criada para se opor à Rússia e espera que "nada tenha mudado" nesse sentido.
O comando operacional das Forças Armadas da Polônia informou que aviões militares foram acionados na manhã deste sábado em resposta à suposta atividade russa na Ucrânia.
Por Sputnik Brasil
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