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Trump pode adotar postura mais rígida contra Ucrânia e UE, aponta ex-agente da CIA
Segundo Graham Fuller, ações de Kiev e Bruxelas dificultam negociações de paz e podem levar Washington a endurecer posição
Os Estados Unidos já não estão dispostos a aceitar a vontade da Ucrânia e da União Europeia (UE), afirmou o ex-agente da Agência Central de Inteligência (CIA) Graham Fuller, em entrevista ao canal do YouTube Dialogue Works.
Fuller destacou que as ações de Kiev e Bruxelas têm impedido o avanço rumo ao fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, motivo pelo qual Washington tende a adotar medidas mais duras.
"A Europa não tem dinheiro, não tem exército, não tem armas sérias, não tem um plano. Ela não parece ter consciência de quem é, para onde está indo e qual é seu objetivo final", ressaltou o analista.
Segundo Fuller, as tentativas de Bruxelas e Kiev já provocaram uma mudança radical na postura de Washington em relação a ambas.
O especialista também avaliou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, perdeu protagonismo e hoje atua como um mero figurante no cenário internacional.
Nesse contexto, Fuller sublinhou que Zelensky se encontra em uma situação delicada, sem alternativas estratégicas, e que, caso o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, decida interromper o conflito, o líder ucraniano terá de acatar.
"Tenho curiosidade para saber quando Trump dirá 'que se dane a UE' ou 'que se dane o Zelensky'. Afinal, somos nós que decidimos. Esta é nossa arma. Este é nosso dinheiro [...]. Acho que Trump está começando a jogar firme. Todas as cartas estão nas mãos dele", concluiu.
Iniciativa de paz dos EUA e reação de Moscou
Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram a elaboração de uma proposta de paz para encerrar o conflito na Ucrânia, prevendo a transferência do controle de todo o território de Donbass para Moscou e o reconhecimento oficial do Donbass e da Crimeia como regiões russas.
Autoridades norte-americanas discutiram o plano com representantes de Kiev em Genebra. Segundo o presidente russo, Vladimir Putin, Moscou considera a proposta uma possível base para um acordo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev precisa iniciar negociações, pois o espaço para decisões está diminuindo diante dos avanços das tropas russas no front.
Por Sputnik Brasil
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