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‘Lista de Schindler’ faz 25 anos e ganha reestreia
Steven Spielberg já havia sido indicado para o Oscar em 1982 e 85, por E.T. – O Extraterrestre e A Cor Púrpura. Considerado o Midas de Hollywood, com uma impressionante lista de sucessos de público, era esnobado pela Academia. E, então, em 1993, fez seu filme que muita gente considera o mais pessoal – A Lista de Schindler. No ano seguinte, venceu os prêmios de filme e direção (veja abaixo). Em 1999, venceu de novo por O Resgate do Soldado Ryan – três prêmios, outro Oscar de direção, mas não o de melhor filme.
Passados 25 anos, A Lista de Schindler está voltando às salas de cinema do Brasil (e do mundo). Reestreia em 1º de maio, com cópias remasterizadas. O circuito será pequeno, mas, por se tratar de uma comemoração, foram editados novos cartazes e trailer assinalando a data – 25 anos! A Lista de Schindler conta a história real do empresário alemão católico que conseguiu enganar os nazistas e salvar a vida de mais de mil judeus poloneses durante a 2ª Guerra.
Como? Oskar Schindler tinha uma fábrica que produzia panelas exclusivamente para o Exército alemão. Itzhak Stern, do Conselho Judeu da Cracóvia, convenceu-o a contratar judeus porque a mão de obra seria mais barata. O dinheiro que eles deviam receber ia para o suborno de militares que faziam vista grossa para o fato de os vistos serem falsificados.
Entra em cena o tenente Amon Goth, que chega a Cracóvia para executar o maior número de judeus. O filme faz uma acurada descrição da vida cotidiana sob o nazismo e no campo de concentração. O tenente sádico diverte-se praticando tiro nos prisioneiros.
Filmado em rigoroso preto e branco, o filme possui um detalhe em cor – a menina de casaco vermelho. Inspirada numa personagem real, ela metaforiza todas as vítimas da barbárie nazista. Nessa época em que, no Brasil, autoridades do governo discutem se o nazismo é de esquerda ou direita, o clássico de Spielberg ganha um significado especial. As atuações de Liam Neeson, Ben Kingsley – Stern, como a consciência de Schindler – e Ralph Fiennes são excepcionais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Autor: Luiz Carlos Merten
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